Warcraft: O encontro de uma verdadeira adaptação de games!

Eu sempre tive receio das adaptações cinematográficas de games, visto que a maioria dos que foram feitos até agora pecaram na forma de transpor a história para telas. Prova disso é o histórico terrível de adaptações que não honraram o material original e nos entregaram algo pobre em conteúdo, posso citar nomes como: Street Fighter, Resident Evil, Doom, Tekken entre outros, que foram tentativas vãs de adaptação.
Nesse sentido eu fiquei um tanto apreensivo quando anunciado a adaptação de um dos meus jogos favoritos: Warcraft. Primeiro, por exigir uma quantidade excessiva de efeitos e da grandiosidade de seu mundo, igualmente, isso exigiria um pessoal experiente, porém, a primeira notícia após o anúncio que tive foi que o diretor seria o desconhecido Duncan Jones(Não tão desconhecido, ele é filho do grande astro David Bowie).
Fazia mais de 10 anos que Warcraft perdurava com a promessa de ter um filme próprio e a hora finalmente havia chegado. Pesquisei e vi entrevistas do diretor, o qual descobri que era um grande fã do jogo(Ponto positivo) e aguardamos até a semana passada para o grande lançamento.
Ao contrário do que muitos esperavam, Warcraft, não iria adaptar a história de World Of Warcraft(Há uma diferença). O filme iria pegar algo mais antigo, que remetesse ao primeiro jogo da série lançado em 1994, Warcraft: Orc & Humans, que contava a história do encontro das raças humanas e orcs em um conflito pela sobrevivência. E o filme adaptou isso de forma incrível, eu diria que com 80% de fidelidade, uma vez que o diretor fez pequenas mudanças com relação ao material original.
Na maioria das críticas de “fãs” do jogo, foi questionado justamente isso, a abordagem do conflito apenas de humanos e orcs, uma vez que em World Of Warcraft(Narrativa que se passa muito tempo depois do primeiro Warcraft) há uma presença de diversas raças divididas em lados distintos do conflito.

O filme faz uma abertura que lembra de longe a cinematic de introdução de Warcraft: Reign Of Chaos, conforme vídeo seguir:

O visual do filme é magnífico, a última vez que me impressionei com um visual incrível, todo feito em CGI foi em Avatar. A tecnologia usada na criação dos orcs foi a mesma utilizada na criação do Hulk da Marvel Estúdios, porém agora, aperfeiçoada. Você nota os detalhes nos de textura dos Orcs, o brilho no olhar dos mesmos, as movimentações quase que naturais.
Outro ponto positivo é que a história foi trabalhada de forma a facilitar o entendimento até mesmo de quem nunca ouviu falar do jogo. Claro, existem algumas referências que só quem está habituado ao mundo de Warcraft irá entender.

Além disso, o filme deixa várias possibilidades em aberto para continuações… Abaixo alguns spoilers do filme e do jogo.

Posso citar a menção ao portal negro e a demônios, a veleza, que no jogo é responsável por trazer para o conflito a Legião Flamejante, um grande exército maligno que força a aliança de Orcs, Humanos e Elfos em Warfrat III. Também temos o bêbê Orc, filho de Durotan e Draka, que futuramente irá se tornar o general Thral, comandante de uma nova Orda de Orcs.
Ao final do filme vemos a formação da Aliança, feita por Humanos, Elfos, Anões e alguns outros reinos humanos, abrindo assim caminho para um próximo filme(Lordareon e o Rei Terenas podem aparecer na sequencia do filme), que poderá terminar com?

A morte de Lothar pelas mãos de Orgrim Martelo da Perdição, a derrota dos Orcs pela aliança, após o abandono de Gul’dan e um possível gancho para a terceiro filme, que vai contar o ressurgimento da Orda sob a liderança de Thrall.

Mas nem tudo são flores, ao meu ver o filme figura como a melhor adaptação de um game para os cinemas até o momento(Ainda esse ano teremos Assassins Creed), porém peca em alguns sentidos, as atuações deixam um pouco a desejar, o roteiro em certos pontos mostra que faltou algo, posso citar por exemplo a ingenuidade da rainha para com a mestiça Garona e também ao romance pouco natural de Lothar e Garona.
Devido a esses pequenos pontos, dou uma nota 8.5 no contexto geral, como fã, adorei o filme e torço fortemente para que venha logo uma continuação.

Raysom

Bacharel em Administração, DCnauta de coração, empreendedor viciado em chá, guitarrista aposentado, co-fundador da DC Brasil Club, Sindicato Nerd e Marvel Brasil Club.

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