UNBREAKABLE KIMMY | Crítica 3.ª Temporada

Criada por Tina Fey (Saturday Night Live), Unbreakable Kimmy Schmitd continua acompanhando a otimista Kimmy (Ellie Kemper) enquanto ela descobre todas as mudanças que o mundo sofreu, durante os quinze anos que esteve em cativeiro. fb

UNBREAKABLE KIMMY | Crítica 3.ª Temporada

Sendo co-produzida pela comediante Tina Fey (Saturday Night Live), Unbreakable Kimmy continua nos contando as aventuras de Kimmy Schmitd (Ellie Kemper), enquanto descobre as mudanças que o mundo sofreu nesses quinze anos em que ela ficou presa no bunker. 

Ainda recheada de um humor nonsense, a série finalmente encontra as rédeas que precisava para não perder o ritmo, como havia acontecido nas temporadas anteriores. Aqui, apesar de ter uns dois episódios mais fracos que os demais, o programa consegue te manter engajado.

Os problemas de consistência se resumiam ao fato do humor ser absurdo demais. O final da segunda temporada, por exemplo, é insuportável de assistir; As situações, que beiravam o ridículo, não conseguiam fazer sentindo, narrativamente falando. Era tudo irreal demais – até para os padrões da série.

Agora, na terceira temporada, apesar de ainda possuir um humor não compromissado com a realidade, existe um esforço para que as situações façam sentido dentro do contexto, fazendo com que tudo seja bem mais engraçado. O roteiro sabe aproveitar bem as vantagens de ser um besteirol para arranjar saídas estratégicas de certas situações.

Ainda falando dos personagens, é incrível como o elenco de apoio consegue ser mais engraçado que a própria protagonista. Lilian (Carol Kane), Jacqueline (Jane Krakowski) e Titus Andromedon (Tituss Burguess), além de possuírem as melhores piadas, são interessantíssimos de assistir.

Jacqueline continua em sua descoberta como uma mulher independente, ainda sem perder a pose e a prepotência que faziam-na tão engraçada; Até mesmo a Lilian, uma personagem que eu, particularmente, nunca gostei, arrasou. Mas é claro, que o show ainda é do Titus. Lembra de todos os momentos ruins das duas últimas temporadas? Eles foram salvos graças ao humor ácido e certeiro de Titus Andromedon. 

Os números musicais continuam impecáveis, o seu timing de comédia é quase perfeito e o roteiro valoriza muito todas as características e defeitos do personagem. E claro, o seu crescimento nessa temporada é o que mais impressiona.

“Bitch, I’m not overreacting, I’m lemonading”

Infelizmente, o ponto fraco disso tudo é a própria Kimmy. Sim, o jeito como ela encara o desconhecido continua muito fofo, mas cansa facilmente. A personagem não consegue funcionar sozinha, e na maior parte das vezes, você só quer o Titus de volta. E quando finalmente a colocam em um núcleo que pode ser interessante, a tiram dali com a mesma rapidez.

Claro que isso não impede a série de funcionar. Pelo contrário, esse provavelmente é o seu melhor ano. Os roteiristas finalmente descobriram o rumo de seus personagens – até mesmo para a Kimmy.

Com a correção de erros anteriores, valorizando seu elenco e com um roteiro quase impecável Unbreakable Kimmy Schmitd encerra sua terceira temporada como uma das melhores séries de comédia dos últimos anos.

Milena Matias

Estudante de jornalismo, 19 anos e com um amor enorme por video-games. Séries e cinema são os segundos amores da minha vida.

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