TRÊS VISÕES DE CINEMA | Analisando a lista das 15 maiores bilheterias da história

Do que trata esta matéria?

O objetivo aqui é elencar três visões pessoais e possivelmente diferentes, e então compará-las, para enriquecer o debate e não deixar você com uma visão única — de uma só pessoa — sobre materiais tão importantes para o cinema mundial. Ao escolhermos os 15 filmes mais bem colocados na lista de maiores bilheterias (sem ajuste da inflação¹), queremos discutir o quanto é possível variar na percepção sobre o significado desses filmes. No fim, cinema é arte, e por isso a aceitação pode ser bastante diferente daquela indicada pelo ranking. Vamos ver o que acontece?

A lista é consolidada da data de 23/05/2018, do site Box Office Mojo.

 


Quem são os opinadores?

Para facilitar a leitura e torna-la fluida, usaremos três cores diferentes.

 

A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up

Essa aqui é a Mari Yamaguti: ela é produtora de vídeo, amante das artes em geral, de São Paulo, curte um bom vinho, só usa preto (mas não é gótica!) e é fascinada pelo universo Batman. Clique na foto para conhecê-la.

Você já viu a Mari escrevendo no Sindicato Nerd.

 


 

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, óculos

Esse aqui é o Marco Assis: ele é pesquisador em Direito, Gamer convicto, de Belo Horizonte e gosta mais de Cavaleiros do Zodíaco do que deveria. Clique na foto para conhecê-lo.

Marco é autor ocasionalmente convidado do Judão.

 


 

Nenhum texto alternativo automático disponível.E esse aqui é o Slip: ele é acadêmico de tecnologia, guitarrista e compositor de Metalcore, é do Rio de Janeiro, adora Fast Food e é fã da DC e dos mutantes da Marvel. Clique na foto para conhecê-lo.

Slip, que idealizou a matéria, também escreve para o Sindicato Nerd.

 


 

Em teoria…

Se bilheteria for a forma encontrada de avaliarmos a qualidade de um filme — e obviamente esse resultado pode ser bastante perverso — então temos um problema simples em Hollywood, que desencadeia razões importantes e muito mais profundas. Um exemplo disso é o seguinte questionamento: por que um filme é muito visto? E até que ponto existem razões para que um filme faça sucesso?

Será que a aceitação crítica incide sobre o resultado e concorda com ele? Não é difícil encontrar disparates: há filmes que tem excelente crítica e não foram aceitos pelo público (como o primeiro Blade Runner, por exemplo), e filmes que o público ama e em que a crítica não cansa de bater (O Código da Vinci e Batman vs Superman, pra ficar só em dois casos ilustrativos).

E se a percepção do público comparada à crítica, por si só, também já é passível de divisões claras, o público por si só também adere a esse comportamento. Por quantas vezes você ouviu alguém falando mal daquele filme que você ama rever e rever? E quantas vezes viu as pessoas se espantando com a sua opinião sobre um certo filme ser uma bosta? Somos todos partes do público, e temos nossa identidade própria e nosso jeito particular de ver as coisas. Mas até que ponto somos influenciados?

 

O ajuste da inflação: por que importa?

A tendência é que, conforme a economia cresça ou decresça, o valor de bilheteria arrecadado mude completamente. Trata-se, veja só, da mesma problemática que envolve o motivo pelo qual os países fazem valores muito diferentes na exibição de um certo filme (valores pagos pelo ingresso, em dólar) ainda que possuindo um público parecido (número de pessoas que efetivamente compram as cadeiras e sentam para ver os filmes).

Para sanar tal complicação, faz-se o ajuste da inflação, que de forma simplista consiste em multiplicar o número de ingressos totais comprados pelo valor médio e atual do ingresso, em dólar. Especificamente nesse caso, há filmes que perdem posições e outros que ganham lugar em listas, a depender do critério utilizado. Por exemplo: enquanto dois filmes da franquia Velozes e Furiosos figuram entre as maiores bilheterias de todos os tempos na lista sem ajuste, nenhum filme da franquia permanece no mesmo Top 15 após o ajuste.

Mas de todo modo, isso é assunto para outro artigo, não é mesmo? Então, sem mais delongas, vejamos as opiniões.

 


Top 15: as maiores bilheterias do cinema

#15

 

Homem de Ferro 3 (2013)

Direção: Shane Black

Muita coisa não funcionou, mas particularmente o pior de todos foi o que fizeram com o Mandarim… Uma lástima, de doer.

Esse filme foi uma das minhas piores experiências de cinema da vida. Possivelmente A pior. Não porque necessariamente fosse assim tão escandalosamente ruim – o que eu acredito que seja – mas porque eu me senti um otário na sala de cinema. Um trouxa pra quem foi vendido uma coisa, nos trailers; e que recebeu fundamentalmente o oposto de tudo aquilo. Me senti enganado. Um horror. Odiei, odiei muito. Disparado o filme da Marvel que mais odeio.

A temperatura, a ambientação e a velocidade da trama oscilam demais, enquanto a gravidade dos acontecimentos permanece nula o tempo inteiro. Não pode dar certo. Só o lance do Mecânico é legal.

 

Homem de Ferro 3 (gif)

 


 

#14

 

 

Velozes e Furiosos 8 (2017)

Direção: F. Gary Gray

Não gostei, quando assisti reforçou ainda mais o que eu já havia pensado: pra que continuar com essa franquia? Muito ruim…

Ver o comentário sobre Velozes e Furiosos 7 mais abaixo.

Megalomaníaco sim, dramático também, mas ainda assim, despretensioso. É apenas “mais um Velozes”, mas de alguma forma estranha mantém o crescimento que a franquia demonstra a cada iteração a partir do segundo filme, de 2003.

 


 

#13

 

A Bela e a Fera (2017)

Direção: Bill Condon

Tão encantador e cheio de detalhes quanto a animação. Eu adorei.

Sendo muito sincero, não entendi muito bem a razão de se fazer esse tipo de remake em live action até ter visto O Livro da Selva. Esse filme é literalmente a mesma coisa do original… Só que com a Emma Watson. Não sei. Tenho algumas ressalvas. Queria mais coragem, queria ter tido uma experiência mais grandiosa e diferente da que teria se assistisse, sei lá, uma reedição em HD da animação. Mas, bem, deu certo, e mal posso esperar pra ver como O Rei Leão vai ficar!

O filme até é bom, mas desnecessário. A Bela e a Fera é uma história viva na mente de todos. Não era o momento de produzir o Remake.

 


 

#12

 

 

Frozen (2013)

Direção: Jennifer Lee, Chris Buck

Fiquei muito feliz em ver que a Disney vende uma nova proposta de amor verdadeiro em suas animações. Simplesmente deslumbrante.

Esse filme tem um negócio que eu acho legal demais da conta. É que o amor verdadeiro da história não é romântico; e, para um filme com duas protagonistas femininas, não exige um macho salvador. O amor entre as irmãs é a grande parada ali. Fora isso, esse filme é uma montanha-russa de emoções reais, que dialogam com um público de qualquer idade. Não dá pra não ficar triste durante o período em que a Elsa se reclui e a Anna tenta desesperadamente ter contato com ela. Fora isso tudo, músicas cativantes e, bem, Idina Menzel, cara.

Livre estoooooou! ♪

 


 

#11

 

 

Star Wars: Os Últimos Jedi (2017)

Direção: Rian Johnson

Mark Hamill <3 … É isto.

Possivelmente o filme mais controverso da cultura pop dos últimos nem sei dizer quantos anos. É muito difícil agradar fãs de Star Wars: em The Force Awakens, havia um papo (justificado) que não houve coragem de ousar. Aqui, a reclamação foi de que ousaram demais. Pô. Em todo caso, eu gostei muito do filme, e acredito que ele sirva como base para que não tenhamos só mais um filme da saga central… E sim mais 4. Foi um filme que me pareceu abrir um leque, em vez de encaminhar para uma conclusão no Episódio IX. Ainda bem.

Um filme corajoso que, em vez de se manter excessivamente fiel às premissas originais (como se os produtores estivessem num jogo onde procurassem progredir cinematograficamente com amarras que não garantem qualidade de filme algum), abre o leque de opções e expande o espírito Star Wars por toda a galáxia. Fez sonhar em vários momentos (Ren + Rey contra Snoke, o talento Jedi de Leia num momento extremo e difícil, Luke contra Ren), passa a batuta em outros. Faltou nada.

 

 


 

#10

 

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (2011)

Direção: David Yates

Gostei do filme até chegar no confronto final entre Harry e Voldemort. Depois de não me passar impacto nenhum, saí azeda da sessão.

Eu sou da geração que cresceu com Harry Potter. Quando comecei a ler, aos 12 ou 13 anos, Harry tinha entre 11 e 14. E a partir daí, com A Ordem da Fênix, tínhamos sempre basicamente a mesma idade e vivíamos os mesmos dilemas adolescentes de escola. Então, Harry Potter significa muito pra mim. No entanto, nunca curti os filmes, justamente porque quando eles foram saindo, eu estava sempre um pouquinho mais velho e, por isso, não consegui criar conexão emocional. Bom: dito isso tudo, esse filme marcou o final de uma saga de cinema enorme e significativa para muita gente. E fez de forma muito competente o que se propôs a fazer.

Esse filme é bom, mas é muito “parte 2”. Final previsível demais, incomoda nisso. Mas tem excelentes cenas de ação e finaliza bem o desenvolvimento dos personagens em primeiro plano. Esse filme diverte e, bem ou mal, se resolve.

 


 

#9

 

Pantera Negra (2018)

Direção: Ryan Coogler

Quase tudo o que eu estava desejando ver nos filmes da Marvel: consegui me deliciar nesse aqui. Obrigada Marvel!

Que filme. A maior liberdade criativa que a Marvel começou a conceder lá em Guardiões da Galáxia pro diretor, e que passou pelo excelente Thor: Ragnarok, chega ao seu ápice aqui. Temos o primeiro vilão da Marvel com profundidade real, cuja motivação dá para se identificar; personagens femininas fortíssimas e poderosas; uma discussão sobre racismo que pega o espectador pela mão e o convida, de forma bem explícita, a pensar nesse enorme problema social global. Além de ter uma trilha sonora incrível. Filmaço.

Histórico, por todos os motivos do mundo. Excelente trama, excelente vilão, excelente trilha, excelentes cenas de ação, excelente desenvolvimento de uma cultura própria e do qual o público virou fã. Filme redondinho, começa e termina em si mesmo. Faz sua crítica e, por pregar respeito às diferenças, respeita o espaço de todos. Arte pura.

 


 

#8

 

 

Vingadores: Era de Ultron (2015)

Direção: Joss Whedon

Já ouviram falar, né, que um alto valor de bilheteria não quer dizer que o filme é bom?! Então… aqui isso se encaixa direitinho.

Puta filme meh. Decepcionante até não poder mais. A cena que eu mais aguardava, aquela belíssima splash art de HQ em que todos os personagens estão em tela, ocorre sem absolutamente nenhum tipo de apelo emocional, nos primeiros 15 minutos de filme e sem nenhum significado real. Pô.

O problema de Era de Ultron é o alto nível proposto pelo primeiro Vingadores. O filme realmente não é essa Coca-Cola toda e é quase oco. “Quase” mesmo, porque ainda gosto do Ultron (e da interrupção à festa, que é um grupo de boas cenas), do surgimento do Visão, da visualmente orgásmica batalha em grupo logo no começo do filme, e da humanização de personagens como o Gavião, Feiticeira e o próprio Hulk. Vingadores 2 é excessivamente subestimado.

 


 

#7

 

Velozes & Furiosos 7 (2015)

Direção: James Wan

Uma das melhores trilhas sonoras da franquia e sem dúvidas com um desfecho emocionantemente marcante para o ator Paul Walker.

Definitivamente nunca curti muito a saga de Velozes e Furiosos. Embora a partir de um certo ponto a perda do auto-senso do ridículo seja excelente, porque os filmes passaram a não se levar a sério e eu adoro isso, não sei… Nunca fui muito fã de filme de carrinho. E não gosto do Vin Diesel. Não tem jeito.

A despedida de Paul Walker, morto tragicamente após um acidente automobilístico, se condensa num filme emocionado e com várias CGs por terminar. Mas obviamente ninguém culparia o estúdio; acabou se tornando uma ironia artística ao fazer o espectador sentir falta do ator. Reprodução mais real dos acontecimentos, impossível. É um filme ok. Talvez seja a trilha o que esse filme tenha de mais especial.

 

 


 

#6

 

 

Os Vingadores (2012)

Direção: Joss Whedon

Um filme de equipe com roteiro bem distribuído e personagens que se encaixam. Era o meu favorito até Guerra Infinita aparecer.

Vingadores foi uma experiência incrível. Quero dizer: uma HQ (média, ok, mas uma HQ) viva daquela, bicho? Pô. Além do fato de o filme ser divertido e ter alguns momentos bem icônicos, tipo toda a conversa entre Loki e o Homem de Ferro ou as interações entre Thor e Hulk.

Em significado, o maior filme de super-heróis que a Marvel já pôde fazer. A trama parece estar sempre em evolução; sempre podemos esperar por algo diferente e interessante na próxima cena. Não é o maior filme de todos os tempos, mas é absolutamente elogiável porque promete e cumpre muito bem a proposta. Esse longa deu à Marvel a primazia de reunir com grande qualidade todos os seus grandes astros em seu universo compartilhado, e para um público bem grande a iniciativa é inédita. Vingadores é um épico que traz à tona o sonho de gerações inteiras. É da Marvel o precedente contemporâneo de grande evento reunindo vários heróis diferentes presentes numa mesma linha do tempo. Ela tem todos os méritos também por elevar o nível do debate, já que foi a primeira vez em que atingiu um nível “inatingível”.

 


 

#5

 

Jurassic World (2015)

Direção: Colin Trevorrow

Simplesmente um marcante clássico de ouro.

Não tenho, infelizmente (ou não), tanto apreço pelos filmes da década de 90. Não sei dizer se é a premissa ou o fato de que só assisti naqueles esquemas meio Tela Quente da Globo, mas é verdade. Então, não tive muita emoção pra assistir esse aqui… E, bem, achei meio morno.

Fútil.

 


 

#4

 

 

Vingadores: Guerra Infinita (2018)

Direção: Joe Russo, Anthony Russo

É aqui que a Marvel faz duas coisas: primeiro se desculpa pelos vilões meia boca apresentados a nós, enquanto entrega um Thanos dignamente respeitável; e segundo, mostrou mais uma vez como é encaixar um roteiro, reinventar sua fórmula e fazer valer a pena.

Quanto mais eu penso sobre algumas decisões desse filme, menos gosto dele. Quero dizer: não só os Irmãos Russo™ me venderam que seria uma história única, com começo, meio e fim – e evidentemente não é, é um filme Parte 1 – , a sequência final não me impressionou nem visualmente, nem emocionalmente. Quero dizer: naquele momento, eu já sabia o calendário de lançamentos da Marvel… E sabia que não haveria a coragem de matar todo mundo daquele jeito. Então, em vez de pensar se conseguiriam resolver aquilo, já saí do cinema teorizando como fariam isso. Bem: em todo caso, Josh Brolin foi um Thanos incrível – e cumpre dizer que o Thanos desse filme é um personagem beeeeeem mais interessante, com um arco de crescimento e motivação pessoal que dão de 7 a 1 na HQ base.

Pela grandiosidade, pela megalomania prometida e entregue, e pela ampla relevância dos eventos do cinema que Guerra Infinita é o mais bem-sucedido dos filmes de super-herói, e em dimensões, quase o melhor filme de super-heróis de todos os tempos. Não há atalhos: essa é a clara mensagem passada pela equipe de Feige, amplamente administrada e aceita pelo público. Se o fim do filme deixa dúvidas e abre espaço para teorização desenfreada pelo Fandom, a Marvel Studios enquanto criadora e planejadora não deixa dúvida alguma.

 


 

#3

 

 

Star Wars: O Despertar da Força (2015)

Direção: J. J. Abrams

Aqui é o “renascimento” de Star Wars nos cinemas e eu estava com muito medo do que a Disney tinha preparado para nós. Para a minha felicidade, foi melhor do que esperei.

Em meio às discussões contrapondo a coragem de reviver uma franquia tão icônica e significativa para a cultura pop e a falta de criatividade por basicamente ser uma releitura do Episódio IV, a experiência de ver uma saga nova de Star Wars ser produzida foi deliciosa. E valeu a pena.

Um belíssimo filme, que traz Star Wars a um público antigo para mais uma trilogia e estabelece personagens novos com um cuidado enorme. Rey, Finn, BB-8 e Kylo Ren, sem contar Poe Dameron, são enormes aquisições. A passagem da batuta para a nova geração é tão previsível quanto bem-feita, e por isso não chega a ser um problema. Muita ação e muito do clima do original bem presente.

 


 

#2

 

Titanic (1997)

Direção: James Cameron

A química entre a atriz Kate Winslet e o ator Leonardo DiCaprio é tão deslumbrante que você acaba vivendo o filme.

Lembro-me de assistir esse filme em duas fitas VHS, do auge dos meus quase 9 anos e morrer de vergonha na cena de nudez da Rose. Também lembro de ficar bem chocado com a preferência para as pessoas da primeira classe pegarem os botes.

Absurdamente superestimado. Me lembro de ouvir repetidamente que as pessoas choravam vendo esse filme; há uma cena um pouco mais forte emocionalmente no final quando Rose percebe que Jack está morto, mas está longe de ser uma história cativante e que justifique a reputação do filme. Impressiona muito mais pela magnitude dos acontecimentos reais em que o filme se baseou do que por uma atuação ou uma história irretocável.

 

 


 

#1

 

Avatar (2009)

Direção: James Cameron

Os efeitos visuais são tão fascinantes que me prenderam do início ao fim e me fizeram deixar o roteiro em segundo plano (mesmo este também sendo bom).

Avatar foi uma experiência de cinema incrível. Toda a empolgação com o uso do 3D (que gerou uma onda de filmes desnecessariamente renderizados em 3D, inclusive) foi bem justificada. Sobre o filme, bem, não há muito o que falar: meio meh, meio bonitinho e tal.

Um filme que é muito mais um espetáculo visual do que uma excelente história a ser contada. É a definição de Blockbuster; e como tal, tem história e atuações que não sustentam o tamanho que o filme, na real, tem.

 


 

Conclusão

Como é possível perceber, muitas vezes as opiniões se desalinham entre membros do público. A diferença na visão é gritante em função da cultura, realidade e personalidade de todo aquele que analisa. Um filme ter excelente bilheteria diz algo sobre o mérito que o filme tem em angariar recursos de Marketing e, de alguma forma, gerar uma boa sensação ao público que vai assisti-lo. As pessoas insistem em ignorar o quanto o público de cinema influencia a si próprio; é comum pessoas irem ou deixarem de ir a uma exibição porque alguém fez um comentário negativo — que muitas vezes pode nem ser justo, ou preciso o suficiente. E de forma mais coletiva, também é comum que as pessoas optem por ver um filme após uma boa repercussão (na imprensa ou, mais especificamente, na crítica especializada), ou uma série de comentários pessoais.

E por fim, enxergamos que o valor angariado em bilheteria expressa uma relação que não precisa necessariamente se refletir na qualidade do filme; enquanto isso, alguém pode argumentar que números ainda são números. E é justo. Por isso deixamos a pergunta para que você, leitor do Sindicato Nerd, responda e resolva a questão:

Quem diz a verdade: os números, até certo ponto indiscutíveis, ou os critérios, personalistas e individualizadores?

Slip Questão

Acadêmico de tecnologia, fã de séries, animes e filmes, programador, editor de vídeo, legendador, tradutor, leitor da DC Comics e guitarrista. Carioca nem sei o porquê. Mas acredita que o melhor sabor de pizza é de calabresa, que tempo bom é frio e chuvoso, e que a guitarra que toca nunca será mais importante do que a música que escuta.

%d blogueiros gostam disto: