ANIMAÇÕES | Cinco títulos que você precisa ver

Animação é uma das formas mais bonitas de cinema e mostra suas caras desde o século XVIII, com o Zoetrope — máquina onde as pessoas colocavam os olhos no filetes para ver os desenhos. Apesar disso, o primeiro longa-metragem animado foi aparecer somente em 1917: El Apóstol, do diretor argentino Quirino Cristiani.

Além das inúmeras possibilidades que o gênero nos traz, ele ainda consegue abordar temas sérios de forma mais alegórica, maravilhando adultos e crianças pelo mundo

Hoje, viemos trazer para vocês cinco animações imperdíveis para quem quer mergulhar nesse universo. Vamos lá?

1 – Meu Amigo Totoro (1988)

O estúdio Ghibli é um dos mais conceituados do Japão e tem Hayao Miyazaki como um dos fundadores (que é conhecido como um Walt Disney japonês).

Meu Amigo Totoro foi o primeiro filme produzido pelo estúdio e é dirigido pelo próprio Miyazaki. O filme conta a história das irmãs Satsuki e Mei, que se mudam para uma casa nova a fim de ficarem mais próximas do hospital onde sua mãe está internada.

Lá elas encontram amigáveis criaturas chamadas de Totoros, guardiões da floresta que só podem ser vistos por crianças.

Apesar de possuir uma premissa um tanto infantil, o filme consegue conquistar o coração de qualquer adulto ao induzi-lo naquele universo. A positividade da família, mesmo com toda aquela situação, causa ao telespectador um certo alívio.

Além de dar ótimas lições sobre companheirismo, imaginação e demonstrar como crianças lidam com os problemas dos adultos, Tonari no Totoro introduziu um dos ícones mais importantes da cultura pop, sendo homenageado até no ocidental Toy Story 3.

2 –  A Viagem de Chihiro (2001)

Chihiro é uma garota mimada que precisa mudar de cidade. No meio do caminho, seu pai decide pegar um atalho e a família acaba em uma cidade cheia de barracas de comida, sem ninguém para guardá-las.

Seus pais começam a comer, mesmo com todos os protestos da menina; eles acabam por virar porcos e só Chihiro pode salvá-los.

Mais uma obra prima do estúdio Ghibli e Hayao Miyazaki, A Viagem de Chihiro toca em temas muito sérios, como ganância, gula e trabalho infantil — muito comum em casas de banho japonesas.

O longa também fala sobre como empresas sugam sua identidade, fazendo você “apagar seu nome”. Mas, mesmo tocando em temas tão relevantes, o filme consegue fugir daquela realidade com uma animação primordial e personagens muito característicos — e isso sem levar em conta todo o universo que é construído em apenas duas horas.

Foi o primeiro filme estrangeiro a levar o Oscar de melhor animação.

3 – Anomalisa (2015)

Esse drama acompanha a vida de Michael Stone, um palestrante motivacional que não consegue ver sentido na vida. Tudo parece ser uma eterna agonia, até mesmo coisas mundanas como pedir comida, conversar com o taxista ou andar.

O filme é dirigido por Charlie Kaufman e Duke Johnson, que fizeram um ótimo trabalho. Os bonecos são muito reais e o filme cumpre seu objetivo: incomodar a audiência.

Nós vemos o mundo do mesmo jeito que o Michael o vê e percebemos como ele perde o encanto pelas pessoas, como tudo parece igual (até mesmo as vozes). É um filme que explora, a fundo, todos os dilemas do protagonista.

Existe uma cena de conversa entre ele e Lisa que é tão íntimo que faz com que nos sintamos intrusos, invadindo aquele momento tão real entre os personagens.

Infelizmente, Anomalisa é um filme para um público bem específico e funciona dependendo do seu humor… mas vale a experiência.

4 – Gravity Falls (2012 – 2016)

Saindo um pouco dos filmes, entramos nos universos das séries animadas, que também nos presenteiam com ótimas obras. Gravity Falls pode não ser um clássico ou trazer questões reflexivas, mas consegue ser um dos melhores desenhos animados já lançados.

Aqui, acompanhamos a história dos gêmeos Mabel e Dipper Pines, que vão passar as férias de verão com o seu tio-avô Stan. Dipper encontra um diário misterioso que parece ser a resposta para todos as coisas estranhas que acontecem em Gravity Falls.

Não chega a ser destinada ao público adulto, tampouco aos mais novos. Existe uma linha tênue que mistura os momentos infantilizados com as piadas mais pesadas e o clima mórbido.

Além de contar com um vasto universo, a série estimula o telespectador a procurar por respostas. Por exemplo: antes de cada episódio, aparece uma página de um livro cuja linguagem numérica, ao ser decifrada, dá dicas das próximas reviravoltas da trama.

5 – Kubo e as Cordas Mágicas (2016)

Kubo é um garoto que vive sozinho com sua mãe doente em uma caverna. Cego de um olho, vai todos os dias até a vila mais próxima tocar seu shamisen e transformar seus origamis em histórias épicas; sempre que o sino do pôr-do-sol toca, Kubo volta pra casa, já que sempre é alertado pela mãe que estará correndo perigo se andar por aí durante a noite.

Trata-se de uma das animações mais bonitas que já vimos. Durante muitos momentos, ficamos em dúvida sobre se estávamos mesmo assistindo um trabalho em stopmotion, de tão bem feito que o trabalho foi.

O público consegue comprar cada parte daquele universo mágico. Os personagens são bem construídos (principalmente Kubo e sua mãe), além de o trabalho de voz ser primoroso.

O filme consegue dar lições sobre luto, laços familiares e a importância do perdão se utilizando de um besouro samurai e de uma macaca que fala — o que só pode dizer que os roteiristas fizeram um ótimo trabalho.

Kubo e as Cordas Mágicas foi uma das melhores animações do ano passado e merece um lugar nessa lista.

 


 

 

Não podemos esquecer, no entanto, de fazer menções honrosas a desenhos como Ricky and Morty, Mary and Max e Walking life (feito com cenas reais sobrepostas para dar o efeito de animação). Nas animações japonesas, Kimi no na wa e Yuri!!! On Ice são dignas de serem citadas também.

Claro que isso é só o começo! Existem inúmeros trabalhos animados realmente primorosos e que merecem toda a atenção.

Para você, faltou alguma? Deixe sua sugestão nos comentários!

Milena Matias

Estudante de jornalismo, 19 anos e com um amor enorme por video-games. Séries e cinema são os segundos amores da minha vida.

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