THE OA | Crítica 1.ª Temporada

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Prairie Johnson era uma garota cega, que misteriosamente desaparece. Sete anos depois ela retorna, porém agora está enxergando e chamando a si mesma de The OA. O Elenco tem nomes como Brit Marling (Praire), Jason Isaacs (Hap) e Emorey Cohen (Homer).

Em termos técnicos, a série é impecável. A fotografia é linda e usa muito bem de suas ambientações para maravilhar o público, desde cenas simples até planos mais elaborados.

Mas o que chama a atenção é a direção da série. Ela ajuda-nos a entender a história e seus personagens, sendo uma parte ativa na trama.

Boa parte da narrativa é quando Prairie ainda é cega, então, quando estamos em seu ponto de vista, a câmera é fechada e quase sufocante; Nós não temos acesso ao resto da cena e nunca temos certeza do que está acontecendo.

Planos sequências, cenas abertas abusando de toda a beleza que os cenários tem a oferecer ou até mesmo simples conversas conseguem ter significado ali. Tudo graças a Zal Batmanglij, diretor da série.

A trilha sonora é lustrosa e envolvente, e também trabalha junto com os outros elementos narrativos. Sons de violino, violão e até mesmo death metal são bem utilizados.

As atuações são funcionais. Não existe nada de muito extraordinário, mas todos convencem em seus papéis e você acredita naqueles personagens (e torce por eles).

O problema de The OA começa na resolução de seus mistérios. Sem dar nenhum spoiler, posso dizer que me senti vendo Lost de novo.

O programa me jogou diversas perguntas, e não respondeu nenhuma delas. Isso foi utilizado em Westworld, mas a diferença é que lá você tinha conteúdo para resolver esses mistérios. Uma foto, um movimento de câmera ou até uma troca de roupa eram pistas.

Em The OA não, apenas suposições baseadas em achismos. Até entrei em fóruns e páginas em busca de respostas mas todos pareciam tão confusos quanto eu.

O que mais incomoda, é que precisamos comprar aquele universo; É necessário que o público tenha o mínimo de engajamento para crer naquilo, e a série não faz nada para que isso aconteça

Simplesmente, te entrega todas as informações e diz “Ok, agora é com você. Não é nossa obrigação te explicar como esse mundo funciona”. Não estou falando de exposição  e sim de respostas. Coisas que foram mostradas no piloto e que não foram explicadas nem no season finale. Começamos no branco e terminamos no branco.

Isso frusta o público. Como você espera que eles fiquem animados para um novo mistério, se você não os da conteúdo para resolve-los?

Além disso, ela ainda conta com sérios problemas de consistência. Existem episódios incríveis, nos quais você mal consegue desgrudar os olhos na tela, e em outros o ritmo é tão lento que é preferível dormir.

The OA tem um potencial enorme para ser uma incrível série de mistério e sci-fi, mas precisa resolver seus sérios problemas narrativos.

NOTA: 7.9

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