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OPINIÃO | Stranger Things 2° Temporada

Poron outubro 28, 2017
Detalhes
 
Sinopse

A série se passa na cidade rural fictícia de Hawkins, em Indiana, nos Estados Unidos, durante a década de 1980. O Laboratório Nacional de Hawkins, nas proximidades, ostensivamente realiza pesquisas científicas para o Departamento de Energia dos Estados Unidos, mas, secretamente, realiza experimentos paranormais e sobrenaturais, incluindo experimentos que envolvem pessoas em testes humanos, que começam a afetar os moradores inconscientes de Hawkins de maneiras calamitosas.

Elenco Principal

Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Finn Wolfhard, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Winona Ryder, David Harbour

Nota do editor
 
Roteiro
90%

 
Fotografia
100%

 
Elenco
85%

 
Ambientação
100%

Nota geral
94%

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Nota dos usuários
 
Roteiro
98%

 
Fotografia
100%

 
Elenco
87%

 
Ambientação
99%

Nota dos Usuários
10Classificações
96%

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Stranger Things, em seu primeiro ano, nos conquistou com seu saudosismo e as diversas referências aos anos 80. Agora, em sua segunda temporada, com todos os seus personagens já desenvolvidos, faz o favor de nos entregar mais uma obra prima. Eles tem uma tarefa difícil aqui: criar as regras para um universo inteiro, nos explicar como ele funciona sem subestimar seu público, e o faz com maestria. As ações dos personagens nos mostram como as coisas funcionam, descobrimos peça por peça sem que ninguém apareça na tela falando isso. Além de não ser uma decisão preguiçosa, faz o público entrar na trama e acreditar no que assiste. O texto não nos mostra com medidas artificiais como flashbacks, os personagens nos levam até ali. E claro, além de não falar tudo que o espectador precisa saber, algo que ajuda muito no trabalho de verossimilhança são os personagens. Se antes nós tínhamos o núcleo das crianças, dos jovens e dos adultos, agora estes se misturam e a dinâmica apresentada é muito boa. Quando nós temos personagens tão bem escritos e tão reais, é difícil não acreditar naquilo que está assistindo. Dustin, Lucas, Mike e Will continuam nos dando um deleite de atuação. Destaque para Will (Noah Schnapp), que se não teve o tempo necessário anteriormente, compensa tudo aqui. Suas expressões faciais, a facilidade com que demonstra o terror e o medo de uma criança encarando todo aquele inferno, me lembrou a nossa querida Eleven (Millie Bobby Brown), que também esbanjou talento. A nova criança, Max, também desperta o carinho de quem assiste e tem um mini núcleo muito interessante sobre ambientes familiares tóxicos. Claro que nem tudo é perfeito, nós temos episódios que não trazem tantas informações quanto gostaríamos e alguns personagens não evoluem deixando seus núcleos mais pobres. Mas nada é capaz de tirar o brilho dessas crianças.