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13 Reasons Why | Crítica 1.ª Temporada

Poron Abril 5, 2017
Detalhes
 
Sinopse

A série é co-narrada por Clay Jensen, um rapaz que ao regressar um dia da escola, encontra na porta de sua casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma garota que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar.

Elenco Principal

Dylan Minnette, Katharine Langford, Kate Walsh, Bryan d'Arcy James, Christian Navarro.

Pontos Positivos

- Ótimo roteiro
- Direção que trabalha a favor da narrativa
- Atuações que surpreendem
- Fala sobre temas relevantes

Pontos Negativos

- Falta ritmo

Nota do editor
 
Roteiro
100%

 
Fotografia
100%

 
Elenco
90%

 
Ambientação
90%

Nota geral
90%

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Nota dos usuários
 
Roteiro
70%

 
Fotografia
40%

 
Elenco
80%

 
Ambientação
76%

Nota dos Usuários
2Classificações
67%

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Os 13 Porquês é a série que o mundo estava precisando. Baseada no mistério escrito por Jay Asher, o programa consegue abordar de forma direta e sincera problemas que a sociedade prefere ignorar.

Acerta muito ao se distanciar do livro e contar mais sobre a vida dos personagens secundários — O livro conta apenas o ponto de vista de Clay, que escuta todas as fitas em uma madrugada.

Mesmo que você não goste de nenhum daqueles personagens, saber suas motivações e tudo que gira ao redor deles deixa-os mais humanos, tirando a impressão de mocinhos e vilões que o livro por vezes passa. E usa deste artifício para abordar outros temas igualmente sérios como famílias tóxicas, preconceito e drogas.

Existem muitas cenas com dia-a-dia de personagens que nós odiamos, mostrando que, por vezes, as pessoas são apenas produtos do lugar onde estão inseridas

Faz duras críticas sobre como a sociedade não está preparada para lidar com o suicídio. Cole alguns cartazes, faça um memorial e pronto, todos estão devidamente conscientizados. Também mostra como a escola não sabe como é a realidade naqueles corredores e o quão cruel ela pode ser.

Eu tive muito medo de que transformassem a história em algo mais leve para poder agradar o público jovem, porém foi o contrário. Todas as cenas mais “pesadas” que existem no livro estão presentes na série, com uma carga dramática de tirar o folego.

Como a trama se divide em dois períodos — o presente com o Clay e o passado com a Hannah, a série usa de sutilezas para situar o público. O mais notável é a mudança na paleta de cores, indo de um tom vermelho quando a garota estava viva e azul para o presente.

Toda a história da Hannah é chocante e não envolve apenas o bullying, mas o machismo também. Não existe vergonha ou medo do roteiro de escancarar isso.

“Você ouviu as fitas, sabe o que acontece quando uma garota pede ajuda”

A interpretação da Katherine Langford só enriquece a personagem. A cada porquê, um pequeno pedaço da protagonista morre e você percebe isso no olhar dela. Mas são nos quatro últimos que tem a chance de brilhar.

O show aqui pertence a Dylan Minnette que interpreta o Clay. Ele transmite angústia, dor, arrependimento, amor e até sinais de loucura em uma única cena, explorando as diversas camadas do personagem.

Infelizmente, ela não é perfeita. Existe uma quebra no ritmo, bem no meio da temporada, onde apenas alguns minutos do episódio realmente importam. E por falar de um tema tão sério e pesado, isso pode acabar atrapalhando quem assiste.

Mas nada disso consegue tirar os méritos de 13 Reasons Why que cumpre sua missão: contar a história de uma garota, para que essa mesma história não se repita com mais ninguém.