Review- Uncharted 4 A Thief’s End

“Nathan Drake,
aquele ladrão de segunda
arriscando tudo,por qualquer tesouro
acho que é assim que me conhecem…
e como vão se lembrar de mim.
Mas esse não sou eu.”
                                           (Nathan Drake,CG trailer)

Em maio de 2016, produzido pela Naughty Dog, distribuído pela Sony IE, foi lançado o quarto jogo e conclusão da aclamada franquia de tiro em terceira pessoa, ação e aventura e puzzlesUncharted, nomeado de “A Thief’s End”, traduzido para o português, “O fim de um ladrão”.

O jogo traz de volta os personagens clássicos como Nathan Drake (Nolan North), Victor Sullivan (Richard McGonagle)  Elena Fisher (Emily Rose), 5 anos após o encerramento de Uncharted 3: Drake’s Deception. A história já tem início,no meio do jogo. No meio de uma tempestade,indo em direção a uma ilha, sendo perseguido por outros barcos de uma milícia, Nathan dirige um barco acompanhado de um novo personagem chamado Sam (Troy Baker). Nessa cena,já somos introduzidos diretamente a uma nova mecânica elementar de jogo: O transporte por meio de veículos que aparece várias vezes ao longo do jogo, deixando a jogabilidade mais fluida.

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Victor Sullivan,Elena Fisher e Nathan Drake

Então, num flashback, voltamos á jogar com Nathan em sua infância no orfanato. Como tutorial, essa cena mostra a evolução do sistema de parkour (escaladas,saltos) com a nova ferramenta: o Gancho, utilizado para se pendurar, balançar e puxar objetos pesados. Introduz também o novo sistema de stealth (furtividade, passar despercebido) que amplia as formas de avançar no jogo, deixando a critério do jogador. Essa cena também é utilizada para apresentar o novo personagem Samuel Drake, o irmão mais velho de Nathan. Esse personagem, de início deixa certo incômodo pois nunca havia sido citado antes em nenhum dos jogos, mas ao decorrer da história, que justifica o sumiço do personagem, você se acostuma com a ideia. Ainda nessa cena, podemos ver a afetividade de Nathan com Sam, o que é uma evolução dos outros jogos, onde o desenvolvimento dos personagens não era bem aproveitado. Vendo o diálogo dos personagens, você sente a química entre eles, o que aumenta a imersão no universo do jogo.

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Nathan e Samuel Drake na infância.

Ainda 15 anos antes da cena inicial, temos outro flashback mostrando um Nathan mais novo em uma prisão no Panamá, lutando contra alguns internos. Essa cena serve para mostrar a evolução do combate, em relação aos outros jogos. Agora é possível interagir com o cenário, saltando por cima de covers acertando um chute no inimigo, empurrar o adversário contra uma parede e se utilizar dela para vencer, entre outras diversas variações num combate, o que ajuda na interação com o jogo. Ao fim da luta,um dos guardas separa a briga e te leva até o local que Nathan desejava, já retomando o jeito malandro do personagem. Porém, ao chegar no local, o guarda Vargas (Hemky Madera) demonstra saber o que você procura ali e resolve que quer metade dos lucros que você ganharia com isso, já retomando o azar e situações em que Nathan se mete. Após minutos de parkour em um cenário magnífico, um elemento muito presente nos jogos anteriores retorma, sem muitas melhorias: Os Puzzles. Essa parte não sofre muitas mudanças, a partir do momento que não precisa delas sendo um sistema simples e que funciona com perfeição.

Ao retornarmos com o objeto procurado, a cruz de São Dimas, o Ladrão Penitente, o jogo apresenta mais um personagem: Raphe Adler (Warrem Kole), um riquinho que está cansado de viver á sombra da fortuna de seu pai e busca conseguir sua própria. Em mais uma cena de combate, agora em grupo, o jogo apresenta o combate cooperativo, onde você pode segurar um inimigo e seu parceiro o acerta, nocauteando o mesmo. Esse é um sistema feito com maestria, que ajuda na construção dos personagens e seus laços. Ao fim dessa cena, na prisão do Panamá, temos a justificativa do porquê Sam nunca havia sido citado nos jogos anteriores.

Madagascar,um dos cenários mais lindos do mundo dos video-games.
Madagascar,um dos cenários mais lindos do mundo dos video-games.

A cena seguinte, saindo dos flashbacks e tutoriais, é um presente da Naughty Dog, para os fãs do Playstation, e da franquia Uncharted. Podemos ver Nathan aposentado de sua vida de ladrão, com um emprego fixo, casado com Elena Fisher em sua casa no subúrbio. O porão, em específico, serve pra deixar um sorriso na cara de qualquer fã. Lá podemos ver objetos marcantes dos outros jogos, como tesouros coletados, anotações em diários, fotos e coisas do tipo. Mas o que deixa qualquer um maravilhado, é a parte em que Nathan aposta com Elena que lavaria a louça, caso ele batesse a pontuação máxima num jogo dela. Nesse momento, podemos jogar Crash Bandicoot,o original, num Playstation One.

Foto no porão de Nathan
Foto no porão de Nathan

Muitos consideram Uncharted 4 o melhor jogo já produzido. Não há como discordar. O jogo reúne tudo o que deu certo nos últimos 9 anos da empresa, que há títulos incomparáveis, como The Last of Us.  O fan service e referências são presentes a todo momento, te dando mais prazer ainda ao jogar. A química entre os personagens é executada com perfeição, não ficando nada plástico ou  forçado. A história,apesar de não muito original, não tem nenhum ponto baixo ou furo perceptível. Os gráficos são os mais bonitos, detalhados e realistas até agora, contando com cenários lindos, personagens com traços perfeitos e ângulos de camêra cinematográficos. A trilha sonora é imersiva e icônica, não deixando nada a desejar. Esse jogo é perfeito para todos os públicos, seja jogadores de outros estilos, leitores de HQs e livros, ou até mesmo cinéfilos. São 12-16 horas de espetáculo. Uncharted 4 A Thief’s End é um titúlo obrigatório pra qualquer dono de PS4. Com certeza merece concorrer ao Jogo do Ano de 2016.

Trilha sonora: 10/10
Gráficos: 10/10
Jogabilidade: 10/10
História: 10/10
Diversão: 10/10

NOTA FINAL: 10/10

Vitor Oliveira

Estudante do ensino médio,leitor de HQs,cinéfilo e gamer (PSN: Jake_Vitor). Hakuna Matata e Sic Parvis Magna!

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