OPINIÃO | Viva – a vida é uma festa é muito mais que uma animação!

Viva – A vida é uma festa (2017) ou Coco fala sobre Miguel, dublado por Anthony Gonzales, que nasceu em uma família de sapateiros mas sonha em ser músico. Como sua família desaprova, o menino embarca em uma aventura com os seus ancestrais.
O filme é uma produção da Pixar com a Disney, que novamente não decepcionam. A animação está fenomenal e linda até os minimos detalhes – principalmente os esqueletos, que aliás, são a coisa mais engraçada do filme.
Faz questão de estabelecer seus personagens logo no primeiro ato, e quando nós já amamos cada um, o longa acelera seu ritmo e este se mantém constante até o final.
Ainda falando dos personagens, todos são maravilhosamente escritos. Todos os parentes de Miguel, vivos ou não, tem uma característica única que os fazem engraçados e apaixonantes. Em algum momento, você vai acabar vendo algum reflexo da sua família ali.
Toda a história é baseado no Día de Los Muertos, festa mexicana que celebra a morte e os entes queridos que se foram. Claro que ao falar sobre um tema tão delicado e ainda se direcionar as crianças, existe todo um cuidado para que as coisas não fiquem mórbidas e sim engraçadas até certo ponto. Não que o filme não saiba a hora certa de emocionar seu espectador, ele sabe muito bem e vai abusar disso.
Você provavelmente vai chorar, mas não porque a história é triste, mas porque vai te tocar em algum momento. Ele não usa de momentos apelativos e sim da sua própria experiência em deixar alguém partir.
E claro, não podemos esquecer o sonho de Miguel. Que persegue seu sonho mesmo sabendo que sua família o desaprova.
A trilha sonora é fenomenal e eu sai da sessão cantarolando pelo menos três.
Viva – a vida é uma festa tem tudo que a Disney e a Pixar fazem de melhor: Ensinam uma lição, emocionam, divertem e vão te fazer chorar.

Milena Matias

Estudante de jornalismo, 19 anos e com um amor enorme por video-games. Séries e cinema são os segundos amores da minha vida.

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