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OPINIÃO | “Mulher Maravilha: Terra Um” é fraco e não empolga

by on março 3, 2017
 

Mulher Maravilha: Terra Um foi inicialmente lançado na CCXP e agora, no início de 2017,  começou a ser distribuído pra bancas e livrarias. O quadrinho faz parte de uma série de Graphic Novels da DC que começou a sair em 2010, onde são contadas as primeiras aventuras de vários personagens da editora.

O interessante é que a série Terra Um tem um seguimento próprio e é situado em uma terra alternativa que não interfere na cronologia regular da DC, fazendo com que os autores tenham mais liberdade criativa na hora do roteiro.

O primeiro volume foi protagonizado por Superman, onde J. Michael Straczynski remodelou a origem do personagem. Depois foi a vez do Batman, que pelas mãos habilidosas de Gary Frank e Geoff Johns ganhou a sua edição de Terra Um. E, então, para completar a Trindade, a Mulher Maravilha também ganharia uma Graphic Novel dessa linha.

No dia 6 de abril de 2016 foi lançada nos EUA “Wonder Woman: Earth One”, por Grant Morrison e Yanick Paquette.

A história começa com Hipólita, a rainha das Amazonas e mãe de Diana, combatendo o guerreiro Hércules. Ela roga à deusa Afrodite para que ela lhe proteja do ataque, e suas preces são atendidas. Assim, Hipólita consegue vencer Hércules. Depois disso ela volta a contatar Afrodite, contando como queria um lugar para que ela e as outras Amazonas pudessem vivem sem a interferência dos homens.

Esse outro pedido também lhe é concedido pela deusa, sendo assim criada a “Ilha Paraíso”, lugar onde as Amazonas viveriam isoladas do mundo dos homens.

Após essa cena Diana chega na Ilha do Paraíso, logo sendo acorrentada por outras Amazonas e levada a julgamento. A história toda é contada por testemunhas por meio de flashbacks.

A acusação seria de que Diana teria entrado em contato com um homem, Steve Trevors, que caiu na ilha durante um acidente de avião. A personagem tenta ajudá-lo com a tecnologia da ilha, mas acaba sendo descoberta pela mãe. Então, ela foge para o mundo dos homens com Steve.

O quadrinho tem uma narração mal-feita, diálogos ilógicos e que não funcionam da maneira que deveriam. As idéias apresentadas também não são entusiasmantes, e tudo parece muito nonsense.

A arte de Paquette é, de fato, muito bonita e as cores utilizadas são muito agradáveis, mas nem isso consegue disfarçar uma história que vai do nada à lugar nenhum.