Mr Robot – Crítica 2.ª Temporada.

(ATENÇÃO, O TEXTO CONTÉM SPOILERS)

Eu não me canso de elogiar Mr. Robot, e não é pra menos. Com apenas duas temporadas a série chegou mais longe, em termos de qualidade, do que muitas por ai.

Depois do plot twist da season 1, achei que demoraria até que o programa me impressionasse daquela forma novamente; Estava muito enganada.

A segunda temporada foi um mar de acontecimentos chocantes muito bem espalhados durante os doze episódios. Tivemos destaque para personagens como Darlene, que se mostrou tão louca quanto o irmão e conhecemos pessoas novas como a policial Dom.

Descobrimos coisas importantes no decorrer da trama, como o fato de que não podemos confiar no Elliot. Todos sabem que nós somos um amigo imaginário dele e temos noção da maioria dos acontecimentos na sua visão; Lembrando que é na visão do Elliot e não do Mr. Robot. medium-clean-1

 

 

Logo no primeiro episódio, ficamos sabendo que depois do hack, Elliot se refugiou com sua mãe para criar uma rotina e então exterminar sua outra personalidade. Alguns episódios depois vemos que, na verdade, ele estava preso. Ainda diz que não contou sobre sua real localização por falta de confiança, já que segundo ele, a gente sabia que o Mr. Robot não existia. As dicas de que ele estava confinado eram muitas, como por exemplo, as pessoas sempre sentavam do outro lado da mesa pra falar com ele. Nunca ao seu lado ou em outro cômodo da casa

Ele ainda sofre os blackouts, e agora temos uma noção sobre como eles acontecem. Como o Mr. Robot toma controle da situação e do conflito interno dos dois.

O segredo sobre o Tyrell foi segurado até o último momento. Quando Elliot tem um sonho, fazendo alusão as sitcoms nos anos 90, Tyrell está preso no porta malas do carro e Mr. Robot tenta convence-lo de que não tem nada ali. Isso já nos liga com um fato: ele sempre esteve vivo e o Mr. Robot escondia isso.

Os sonhos são mais confiáveis que a realidade. A Fase 2 era uma plano para explodir o prédio em que a Evil Corp tentava remontar seu banco de dados, coisa que o nosso protagonista dizia não saber e em um de seus sonhos Elliot vê um prédio gigante sendo derrubado mostrando que tudo estava gravado em seu subconsciente.

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A segunda temporada ainda tratou de melhorar personagens não tão interessantes, como a Angela. Não que ela fosse algo ruim, mas era tão normal no meio daquela loucura, que perdia a graça. Aqui temos uma visão de seu plano para incriminar a E Corp pela morte de sua mãe. Fazendo uma missão de dentro pra fora. E ao que tudo indica, isso prejudica os planos da White Rose.

A Dom nos deu outro lado da moeda, o das investigações sobre a Dark Army e a F Society. Gostei de como ela virou uma cara metade do Elliot, duas pessoas sozinhas e com problemas de aceitação porém trabalhando em lados opostos. Até a forma que a câmera pega eles é igual. Isso deixa você com uma séria dúvida: Quem é bom e quem é mal? E qual dos dois lados deve vencer?

E para finalizar tivemos o icônico dialogo entre Angela e Tyrell, nos últimos minutos do S02e12, onde ela diz que precisa ser a primeira pessoa que o Elliot vai ver quando acordar e termina com o Tyrell dizendo “I love him”. A relação dos dois é muito mais profunda do que imaginamos. Em termos de qualidade técnica como direção e fotografia eu nem preciso comentar, continuam impecáveis.

Com Mr. Robot nós aprendemos que sanar uma dúvida é criar outras mil na sua cabeça,  que não podemos confiar no personagem principal e muito menos nos seus aliados. A série voltou com tudo que funcionou na primeira temporada e conseguiu melhorar ainda mais na segunda. Lembrando que uma terceira temporada já foi confirmada para o ano que vem.

NOTA: 10

Milena Matias

Estudante de jornalismo, 19 anos e com um amor enorme por video-games. Séries e cinema são os segundos amores da minha vida.

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