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Guia completo da Liga da Justiça

Poron maio 27, 2016
 

Já sabemos que em 2017 teremos o filme da Liga da Justiça nas telonas. Todas as pistas reveladas por DC e Warner apontam para uma personificação da versão da Liga mostrada em Novos 52, formada por Superman, Batman, Mulher Maravilha, Flash (Barry Allen), Aquaman e Ciborgue (nas HQs temos também o Lanterna Verde Hal Jordan, que, por enquanto, não dá mostras de que estará no filme), com a aura da fase Torre de Vigilância (personificada nas animações da Liga da Justiça).

Essas mesmas pistas lançadas por DC e Warner, bem como entrevistas e reportagens diversas, também dão a entender que uma parte da história dos filmes da Liga se baseará no primeiro arco da equipe em Novos 52, quando Darkseid tenta invadir a Terra e os principais heróis da editora, que haviam descoberto a existência das Caixas Maternas, se juntam para enfrentá-lo.

Já temos então uma boa idéia do que está por vir nos filmes da LJA. Ao que tudo indica, apesar das prováveis referências, citações e easter eggs relativos à outras fases da Liga, é a versão Novos 52 que deve prevalecer. Mas e as outras versões do principal grupo da DC? Que tal sabermos mais delas, de suas origens e sua história?

Introdução

A precursora SJA

A precursora SJA

A Liga da Justiça é a principal marca da DC, visto que agrega seus principais personagens, dentre eles a Trindade, e é a principal equipe de super-heróis dos quadrinhos, ou seja, a Liga é a soma dos principais “conceitos” morais, poéticos e editoriais da DC… (ou pelo menos deveria ser, já que por muito tempo ela foi mal usada e relegada a segundo plano na editora – falaremos sobre isso nos futuros capítulos deste artigo). Em seu início, no entanto, ela até foi criada para ser protagonista e seu sucesso inspirou a rival Marvel a criar sua primeira superequipe, o Quarteto Fantástico, e os outros grupos posteriores.

Em meados da década de 50 a DC Comics queria reintroduzir em suas revistas de linha a Sociedade da Justiça da América, sua primeira equipe de super-heróis, com alguns personagens clássicos dos anos 40. Ocorre que “cronologia” já era algo levado a sério na época e, para não obliterar de seu cânone as aventuras originais da SJA – que tinha muitos fãs saudosos – a DC criou ali um conceito oficioso de realidade paralela, informando que as aventuras antigas do grupo haviam ocorrido em uma “outra versão da Terra, diferente daquela onde existia a LJA”.

A Era de Ouro estaria, assim, eternizada, quando, aproveitando essa idéia até então apenas conceitual, a aventura Flash de Dois Mundos (Flash of Two Worlds – DC – 1961), uma das mais importantes histórias dos quadrinhos de heróis em todos os tempos, que inaugurou a Era de Prata, da revista The Flash #123, oficializou a existência do Multiverso DC.

The Brave and the Bold #28

The Brave and the Bold #28

Aproveitando que a versão “original” do grupo, a Sociedade da Justiça, estava a salvo em uma realidade alternativa/paralela, a editora resolveu então lançar uma nova superequipe. Assim, na revista The Brave & The Bold #28 de 1960, foi publicada a primeira aparição da Liga da Justiça da América.

A mudança no nome (saiu “Sociedade” e entrou “Liga”) tem várias explicações. Os anos 50, nos Estados Unidos, foram marcados por fortes sentimentos de união e aliança dentre a sociedade, por conta do pós-guerra e da Guerra Fria. Na primeira metade da década, o sentimento era de euforia com a vitória na Segunda Guerra Mundial e com a esperança de um mundo melhor, mais justo e fraterno que se iniciava a partir de então. Na segunda metade, com o fortalecimento das nações comunistas, o sentimento de união ganhou tons de bravura e luta em lugar do virtuosismo ingênuo original, por conta da Guerra Fria com o bloco soviético. O “american way of life”, como o conhecemos hoje, surgia ali.

Acredita-se que, muito por conta desses sentimentos, Gardner Fox, escritor incumbido pela DC de revitalizar a Sociedade da Justiça da América, tenha resolvido adotar o nome “Liga”, para enfatizar a união e a fraternidade da equipe, ancorando-se nos sentimentos que estavam tão em voga no país e que, consequentemente, trariam uma resposta positiva dos leitores, por identificação inconsciente.

As justificativas para convencer o editor Julius Schwartz a respeito do nome incluíram até menções às ligas de baseball e de futebol americano, que viviam uma época de sucesso comercial sem precedentes, e ao que consta o editor também não via com simpatia o termo “Sociedade”. Assim, a Liga da Justiça da América surgia como um símbolo do sentimento que vivia o país, um símbolo de esperança, bravura, luta e união.

A revista foi um sucesso de vendas e revitalizou toda a linha editorial da editora, juntamente com Flash#123, mudando então e para sempre os conceitos inerentes à cronologia e universos paralelos nas HQs.

A Liga passou a ser, com o tempo, a superequipe de publicação periódica contínua mais longeva da História dos quadrinhos (a Sociedade da Justiça passou décadas vivendo apenas de especiais anuais e participações em outras revistas). Seu sucesso, como já dito, inspirou a criação do Quarteto Fantástico e dos Vingadores, da Marvel, além de outros grupos de heróis ao redor do mundo.

Nos capítulos abaixo dissecamos todas as fases da Liga da Justiça, do início nos anos 60 à fase Rebirth, passando pela Fase Torre de Vigilância, dentre outras. Confiram:


Veja nos capítulos específicos as várias versões da Liga da Justiça, de acordo com a época da publicação das revistas:

Versão 1 (de TB&TB#28 / JLA#1 de 1960 a JLA#77 de 1969 – Fase Happy Harbor)

Versão 2 (de JLA#78 de 1970 até JLA#232 de 1984 – Fase Satélite)

Versão 3 (de JLA Annual #2 / JLA#234 de 1984 até JLA#261 de 1987 – Fase Detroit)

Versão 4 (de Legends#6 / JLA#262 de 1987 até JLA#113 de 1996 – Fase Internacional [incluindo a “Cômica”]) 

Versão 5 (de JLA#1 de Jan/1997 até JLA#125 de 2006 – Fase Torre de Vigilância)

Versão 6 (de JLA#0 de 2006 até JLA#60 de 2011 – Fase Final)

Versão 7 (de JL#1 de 2011 até JL#50 de 2016 – Fase Novos 52)
Versão 8 (a partir de JL#1 de 2016 – Fase Rebirth)