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DANDARA | Mais que um simples game nacional

Poron Fevereiro 8, 2018
 

Diferente de tudo que o mercado brasileiro de games mostrou até então, trago para vocês hojo Dandara, desenvolvido pela Long Hat House.

No que antes era um mundo de paz, agora é um lugar de opressão e medo, com artistas escondendo suas obras e músicos com medo de cantar. Só quem pode
nos salvar é Dandara.

Quando digo que é diferente do que o mercado apresenta, não estou exagerando. Depois de notar que
fiquei mais de três horas jogando sem parar, admiti que o game abriu um novo patamar no universo de
jogos nacionais.

Sua jogabilidade consiste em transportar Dandara sob plataformas feitas de sal – esse que é a fonte de
seu poder. Para matar os inimigos, nos apoiamos nessa plataforma e carregamos o tiro, alguns precisam de mais de um para morrer.

Quando perdemos nossas vidas, voltamos para o último acampamento que encontramos no jogo, para
então nos recuperarmos. Sempre que encontramos um desses, podemos trocar nosso sal por mais
pontos de vida; Porém, cuidado, quando você morre todo o sal que juntou também vai junto. Isso eleva a dificuldade do jogo, pois imagine que juntou muitos itens e ainda não encontrou um acampamento novo para conseguir adquirir mais pontos. É bem mais difícil se concentrar sabendo ques se morrer, todo o esforço vai junto.

Isso é algo que sinto falta não só em jogos brasileiros, mas no mercado global também: dificuldade. O medo de morrer e perder tudo, emoção, raiva e a sensação de puro alívio quando finalmente ganha.

Esse foi um dos motivos pelo qual eu não desgrudei do jogo.

Sempre que eu morria e percebia que meu sal havia ido junto, eu soltava um grito de frustração e
mesmo assim não parava de jogar. Eu precisava vencer e o game não me daria isso com facilidade.

Devo deixar um espaço para beleza gráfica do jogo, que usa do 2D para criar uma experiência ao mesmo
tempo nostálgica e moderna. O jeito como Dandara se move muda o jeito em que vemos os cenários –
Então cuidado ao pisar em plataformas e se deparar com inimigos escondidos.

É de conhecimento geral que jogos independentes não tem como foco gráficos fenomenais, mas
Dandara pula esse desafio nos apresentando um jogo divertido e emocionante. Descobrir aquele mundo
ao lado dela tem sido uma experiência muito agregadora, algo que não sinto em produtos mainstream como Battlef ou Uncharted.

Além de tudo, é um jogo lindo, que não nega sua raiz brasileira. Visitamos a Casa da Tarsila, onde ela
nos mostra suas pinturas a fim de nos ajudar em nossa jornada. E não é a única amiga que encontramos no caminho.

A beleza do jogo não está apenas em seus gráficos, que por sinal, trazem um charme que não via desde
de Undertale; Dandara é sensível e emocionante, o jeito como os personagens falam daquele mundo e
como tudo mudou até te dói no coração. Você precisa saber o que houve, como algo poderia deixar
aquelas criaturas tão desoladas?

Esses tipos de material me lembram que ainda é possível fazer um jogo simples, mas que use disso para encantar o jogador. Você não precisa de milhões para fazer algo bom.

Cenários, jogabilidade, emocional e história. Dandara é um jogo indie brasileiro que definitivamente
merece sua atenção e vale todo o tempo que pede.

 

PLATAFORMAS: PC, PS4, XBOX ONE, ANDROID, IOS, NINTENDO SWITCH
DATA DE LANÇAMENTO: 6 DE FEVEREIRO DE 2018
DESENVOLVEDORA: LONG HAT HOUSE
SITE: DANDARAGAME.COM