DESVENTURAS EM SÉRIE | Crítica 1.ª Temporada

“Look away, look away, look away, look away. This show will wreck your evening, your whole life and your day. Every single episode is nothing but dismay.” E é assim que começamos a história dos irmãos Baudelaire, com uma abertura pedindo para não olharmos e um narrador avisando-nos que nada de bom vai acontecer. E mesmo assim esperamos pelo melhor.

Desventuras em Série te prende com uma narrativa bem original. Você é alertado que NADA de bom acontece nessa história, e mesmo assim se apega a qualquer fagulha de esperança que possa ajudar os orfãos Baudaleire.

O programa é um show visual com sua mistura de modernidade e estranheza. Os ambientes são lindos, a fotografia é incrível e os figurinos são um deleite.

O visual ajuda muito na hora de comprar aquele universo. São tantas coisas absurdas acontecendo, que você acaba aceitando por parecer tão distante da realidade, mesmo que aquilo lhe traga uma sensação familiar.

Claro, existem momentos que extrapolam e tudo que eu conseguia pensar era em como as pessoas ali eram burras, mas nada que atrapalhasse o andamento da narrativa. 

Os novos atores são ótimos e você acredita em todos aqueles personagens. Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e Sunny (Presley Smith) possuem uma química incrível.

Alguém entrega o prêmio de bebê mais fofo para Sunny Baudaleire 

Neil Patrick Harris também está ótimo como Conde Olaf, trazendo uma nova abordagem ao personagem.

A série tem a necessidade de te contar coisas e faz isso com majestade. Com os comentários feitos por Lemony Snicket (Patrick Warburton), começamos a entender aos poucos todo aquele universo fantasioso, trazendo um ar de mistério e vontade de descobrir tudo de uma vez.

Apesar disso, ela também usa dos elementos visuais para te contar sua história; Uma foto, uma luneta, uma roupa. Tudo ali é uma possível pista do que está realmente acontecendo.

A série faz jus ao material original, como as dedicatórias à Beatrice, que aparecem no começo de cada livro. Apesar de faltarem pequenos detalhes que existem nos mesmos, Desventuras em Série carrega muito bem o nome de adaptação.

Se eu fosse colocar um defeito, seria a raiva que passei durante os episódios. Mesmo sendo avisada constantemente que aquela não era uma história feliz, eu conseguia me frustar com cada desventura que acontecia. O que quase me motivou a procurar o final dos livros na internet.

Sem contar no Sr. Poe, que conseguiu ser um dos piores personagens que já vi. 

Mas não posso diminui-la por isso, já que no fim das contas, seu objetivo foi concluído: me fazer assistir cada episódio sem uma fagulha de tédio.

Desventuras em Série é bonita, fantasiosa e pode causar ataques de raiva ao mesmo tempo que te faz rir. Devemos apenas agradecer à Netflix e esperar pela próxima temporada.

NOTA: DEZ

Milena Matias

Estudante de jornalismo, 19 anos e com um amor enorme por video-games. Séries e cinema são os segundos amores da minha vida.

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