DEATH NOTE | O produtor Roy Lee responde à crítica sobre a mudança de etnias

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Tem rolado uma série de críticas sobre o chamado Whitewashing (“substituir, na industria cinematográfica, personagens fictícios ou históricos, de etnia estrangeira, por atores norte-americanos ou de cor branca”) em filmes ultimamente. A mais notória aconteceu em Ghost in the Shell, longa que Matt Goldberg (produtor e crítico de cinema) simplesmente descreveu há pouco como sendo “completamente racista”. Mas quando se trata da adaptação da Netflix para o mangá Death Note, o produtor Roy Lee está lutando e se postando contra essas alegações. O protagonista é interpretado por um ator branco (Nat Wolff), mas a história de qualquer forma não se passa no Japão, e por isso seu status como uma adaptação a determinou como algo diferente para alguns. Ainda assim, a controvérsia pegou Lee de surpresa.

Ao falar com a BuzzFeed, Lee observou:

“Eu estive envolvido em muitas adaptações de conteúdo vindas do mundo inteiro, e esta é a primeira vez em que vejo a repercussão negativa a respeito.”

Lee também adaptou O Grito, O Chamado, e Os Infiltrados para o público americano. Como o próprio portal escreveu, “para ele, Death Note não é um exemplo de Whitewashing”.

“Eu entenderia a crítica… se a nossa versão de Death Note fosse estabelecida no Japão e se os personagens tivessem nomes japoneses ou ascendência japonesa”

“Mas esse não é o caso”, completou o BuzzFeed.

A história aqui acontece em Seattle, e os nomes dos personagens foram alterados para refletir sobrenomes típicos americanos. Além de Wolff, o elenco apresenta Margaret Qualley, Lakeith Stanfield, Paul Nakauchi, Shea Whigham, Willem Dafoe, e Masi Oka.

“É uma interpretação daquela história em uma cultura diferente, então haverá algumas mudanças óbvias. Algumas pessoas vão gostar delas, e outras não vão (…) Um dos protagonistas é asiático, um é afro-americano, e três são caucasianos. Falar em Whitewashing é, de algum modo, ofensivo também.”

Lee então encorajou difamadores a verem o filme — é claro — antes de julgá-lo. Mas esta é a internet: independentemente de qualquer coisa, o julgamento vai acontecer. Quanto às reivindicações de Whitewashing, é consideravelmente fácil ver ambos os lados. Esta é originalmente uma história japonesa, mas como Lee admite, coisas foram mudadas para “torná-la mais atraente para os EUA ou para o mercado de língua inglesa”. Não se trata de Matt Damon sendo protagonista em um filme chamado A Grande Muralha (China), e nem de Ghost in the Shell, que ocorre em um Japão que não parece apresentar qualquer pessoa japonesa. Ainda assim, a frustração é compreensível já que tais tipos de propriedades de mídia são agora muito mais fáceis de encontrar e consumir globalmente, em vez de regionalmente.

E isso abre mais oportunidades, alguém poderia pensar, de contar uma história japonesa nos EUA e torná-la bem-sucedida.

O que você acha dos comentários de Lee? E você é fã do mangá original? E você ainda está planejando assistir ao filme?
Deixe sua opinião nos comentários!

FonteCollider (matéria apenas feita como tradução), Wikipédia (definição de Whitewashing)

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