CRÍTICA | “Humanz” é a nova aposta da banda Gorillaz

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Desde o álbum Demon Days de 2005, a banda composta por animações com muito ritmo tem tentado se inovar em todos os sentidos, abandonando o rock alternativo e explorando linhas mais fundas do pop. Depois de tentativas de sucesso nos anos seguinte, com os álbuns D-Sides (2007), The Fall (2010) e Plastic Beach (2010), será que a banda conseguiu superar o primeiro álbum?

A resposta pode ser encontrada já na segunda faixa do álbum, a banda recorreu a vários artistas para participarem das músicas, deixando de lado a voz principal(Feita pelo fictício cantor 2D) e focando no pop que agora aparece em tons obscuros, chegando no limite do gênero.
Nenhuma faixa busca criar hinos, o que deixa o álbum naturalizado, além de mostrar que os organizadores do mesmo estavam despreocupados e graças a isso, as faixas se diferem muito umas das outras, impedindo que aconteça o efeito maçante.
Mas, mesmo com tudo isso, o álbum peca em não buscar originalidade no quesito banda, colocando tantas parcerias que não dá para sentir uma presença da mesma, essa avulsividade faz com que um fã árduo da banda fique um tanto aborrecido, pois, não haviam músicas da banda a 7 anos.

No fim, o Álbum é original, transforma o gênero e tira a saudade dos fãs, apenas isso! Esperamos pelo próximo com esperança.

5 Comments
  1. Elias Luiz Leite says

    Concordo com a crítica de avulsividade que o álbum apresenta, sou um grande fã da banda e, apesar de ter gostado bastante deste álbum, senti falta da identidade da banda.
    Obs: O álbum se aprofunda em tantas discussões que sua crítica acabou ficando rasa.

    1. Birovisky says

      Ficaram meio afastados dos fãs, no mundo deles!

  2. Birovisky says

    Confiram: https://rezenhando.wordpress.com/2017/05/03/rezenha-critica-gorillaz-humanz-2017/

    Concordo com sua crítica também.

    Depois de 7 “fucking years” desde seu último trabalho, o Gorillaz (banda que marcou minha infância-adolescência… e de muita gente) lançou seu novo trabalho chamado Humanz. Confesso que antes deste, o The Fall não me chamou muito a atenção e até não tinha esperanças de uma volta deles, mas depois deste hiato voltaram. Este me deixou meio ocioso também!

    1. Raysom Delgado says

      Acabei de ler Birovisky, e concordo com tudo que ambos, não só o Lucca que escreveu essa crítica aqui no site como a sua feito no seu blog(Aliás, parabéns pelo ótimo conteúdo), eu acredito que essa preocupação dos produtores em se aprofundarem muito em discussões e ser digamos mais “militante” acabou por prejudicar a identidade da banda.

      1. Birovisky says

        Cara obrigado pela visita e principalmente seu comentário. Então, justamente, para eles foi ótimo musicalmente, porque aprofundaram-se em camadas e camadas de música, e isso musicalmente para o músico são experiências únicas, em contrapartida, para os fãs engolirem isso deve na minha humilde opinião ser feito gradativamente!

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