Crítica de Esquadrão Suicida (SEM SPOILERS)

Esquadrão Suicida (em inglês Suicide Squad) teve sua pré-estreia em todos os cinemas brasileiros na data de hoje (3) com uma excelente venda de ingressos. O filme conta a história de seis vilões que são recrutados por Amanda Waller (Viola Daves) junto a dois outros personagens, Rick Flag (Joel Kinaman) e Katana (Karen Fukuhara), os quais tem a missão de irem até um lugar muito ruim e fazer algo que vai matá-los.

Mas, vamos direto ao ponto, a crítica SEM SPOILER.

1 ─ CENAS DE AÇÃO

As cenas de ação estão muito bem feitas, são contagiantes te deixam apreensivo, não há nenhum momento em que pense “nossa que tédio” ou “poxa, poderia ter algo mais”. Foram muito bem feitas e devo destacar a primeira cena de ação de Deadshot (Will Smith) ─ me refiro aquela em que eles já estão na cidade atrás do vilão do filme ─, a qual ficou maravilhosa.

A sincronia do combate foi bem trabalhado e quando o Esquadrão já está enfrentando o antagonista, todos que ali estavam tiverem seu destaque, mostraram seu verdadeiro potencial.

2 ─ TRILHA SONORA

Não tem o que reclamar, não tem como falar mal desta parte; se tem algo que a Warner/DC sabe fazer e muito bem são trilhas sonoras para filmes de quadrinhos. Simplesmente divinas!

3 ─ CENAS, DIÁLOGOS EM GERAL

O CGI utilizado no filme está bom, não vejo necessidade de qualificá-lo como excelente, pois não é. Há pequenos defeitos aqui ou ali, mas que não chegam a incomodar. Na verdade, tira boas risadas, porque na sessão na qual fui ouvi bons trocadilhos como “parece que foi feito para Playstation 1”; e quanto a esta questão do CGI e o respectivo comentário dou atenção a uma cena do Diablo, a qual foi o motivo das gozações.

Houveram cenas desnecessárias? Particularmente eu diria que não. Cada cena tem sua importância, seja pequena ou grande, elas ao todo foram relevantes para o desenrolar do filme e até para entendermos as personagens que nele estavam.

Ainda, há certa semelhança com Mad Max (2015), à vista de que Esquadrão Suicida possui mais ação e menos papo, isto é, cenas com diálogos muito longos é o que não existe no filme e de longe isto se torna um problema, pois as conversações são precisas fazendo o público entender perfeitamente o que está rolando naquele instante.

4. ATUAÇÃO DOS ATORES, DAS ATRIZES E RELAÇÕES ENTRE OS PERSONAGENS

Para discorrer quanto a atuação irei citar  um por um, adiantando algumas coisas sobre as personagens, mas que de forma alguma estragam a magia que o filme possui, portanto se não estiver interessado nem mesmo em pequenos detalhes a mais sobre algumas características e atuações das personagens recomendo que pule para o item 5.


I) Karen Fukuhara (Katana):
a atriz foi surpreendente e lembrou bastante a personagem dos quadrinhos. Nas cenas comuns e de combate conseguiu deixar seu destaque à sua maneira.

II) Adewale Akinnuoye-Agbaje (Killer Croc): seu personagem o pouco tem de fala, tem de destaque no filme. Certos momentos senti como se Croc não estivesse no filme, apenas na cena final que é possível dizer que ele realmente foi aproveitado de forma relevante.

III) Jai Courtney (Capitão Bumerangue): Bumerangue foi bem usado e serviu perfeitamente para completar as cenas de humor que começavam, em geral, com Harley Quinn (Margot Robbie). O humor negro do vilão foi descartado, infelizmente, isto talvez para evitar certos alvoroços desnecessários ou porque não seriam relevantes para o filme.

IV) Adam Beach (Amarra): o deus Amarra foi super, hiper, mega, estupendamente… irrelevante. No entanto, essa irrelevância dele chega a ser engraçada, porque dá certa pena do ator.

V) Cara Delevigne (Magia): confesso estar decepcionado com a atuação da atriz, esperava mais. Como o filme se desenrola de um modo que me lembrou Mad Max (2015) ─ mais ação, pouco papo ─, ela teve falas tanto quanto Killer Croc. Contudo, a atriz não chega a ser péssima, pois conseguiu transmitir e convencer quanto ao medo que June Moone tem por estar possessa pelo espírito da bruxa, porém na minha opinião poderia ter sido melhor.

VI) Jay Hernandez (Diablo): este é o tipo de personagem que começa quieto, sem muita importância e você para e pensa “ele só ta ai para fazer peso, só mais um Amarra”, no entanto da metade do filme ao final ele rouba a cena. Após um discurso motivacional de Deadshot, Diablo, muda completamente e isso foi épico, sem falar no combate dele com o antagonista que ficou excelente. Hernandez arrasou no filme.

VII) Joel Kinnaman (Rick Flag): o ator soube incorporar um verdadeiro soldado e com o auxílio de Deadshot comandou a equipe ─ ainda que isto tenha se dado em boa parte do filme por meio de ameaças. No mais, o que se pode dizer é que Kinnaman incorporou de forma impecável sua personagem, assim como tantos outros atores e atrizes desse filme.

VIII) Viola Davis (Amanda Waller): em suma se pode dizer que a Amanda do filme é a Amanda dos quadrinhos e animações. Ela é o tipo de mulher que não tem medo de bater de frente nem mesmo com um antagonista que poderia desintegrá-la, ou rebaixar um mercenário que está com uma arma carrega e ao seu lado. Há uma cena de apresentação por vídeo de Amanda Waller para os membros do Esquadrão, a qual posso dizer ser muito engraçado e que deixa evidente que ela é badass, o tipo de mulher que você pensaria cinquenta e duas vezes antes de querer falar um “A” mais alto. Se pudermos já indicar os concorrentes a melhor atriz de 2016, eu indico Viola Davis como Amanda Waller.

IX) Will Smith (Deadshot): soube comandar a equipe e ser “o cabeça” dela como ele é nos quadrinhos e animações. O atrito entre ele e Rick Flag é bem trabalhado e dado muito destaque; bem como o receio que todos os policiais do Arkham tem sobre o mercenário.

X) Margot Robbie (Harley Quinn): maravilhosa, é o que define a atuação. A loucura que Harley possui nos quadrinhos e animações foi perfeitamente exposta pela atriz, até mesmo nos seus momentos mais sentimentais. Mas, se não bastasse arrasar o filme todo teve que finalizá-lo de forma épica, a qual vocês poderão conferir no filme.

XI) Jared Leto (Coringa): Ah… Tive que deixar este por último, pois possuímos um antecessor que coloca um grande peso para sua avaliação, qual seja o falecido Heath Ledger. Primeiramente adianto que é inválido compará-lo à Ledger, pois Leto conseguiu fazer um Coringa seu, diferente de tudo o que já se viu até hoje nos cinemas ou séries. Um palhaço absurdamente sociopata e mafioso, seu jeito lembra bastante o Coringa do jogo Batman Arkham; sua insanidade é diferente de qualquer outro, é difícil descrevê-lo, apenas assistindo para conferir.

Relação Coringa x Arlequina: nota-se o filme todo a obsessão que o Palhaço de Gotham tem por Harley, bem como a paixão e ódio (este último pouco demonstrado) que ela tem por ele. As cenas em que ambos estão juntos são sempre regadas de um amor insano, ora se coloca que nenhum vive sem o outro, ora que o Coringa não está nem ai para Harley, apenas quer se safar (o que não é novidade). Todavia, não espere uma exploração do relacionamento abusivo do casal neste filme, pois se trata de ESQUADRÃO SUICIDA e não Harley x Joker, não havendo grande necessidade de aprofundar a relação.

5 ─ ANTAGONISTA

Não é um vilão que realmente apresente uma ameaça e que faça o espectador pensar: “nossa, esse é um vilão e tanto, eles terão problemas”. Ele é como o vilão de Deadpool, feito para poder ter uma história, para haver um porquê da criação do Esquadrão Suicida.

6 ─ SOU FÃ, QUERO SERVICE

Batman e Flash possuem icônicas participações, as quais fazem o espectador vibrar.  Ademais, o filme está regado de fan services, portanto, fãs se preparem para uma overdose de referências.

7 ─ NOTA

Considerando o que observei da empolgação das pessoas que estavam comigo na sala do cinema e a minha própria visão sobre o filme, tentei expor da melhor maneira os prós e contras dele, mas que não devem ser tidos como absolutos e irrefutáveis. Ademais, vale destacar para a euforia do público, pois é estranho um filme que tenha recebido nota 2 por alguns sites ai que se dizem “críticos de cinema”, mas que encantou àqueles que foram assistir; portanto é preciso neste momento que estas pessoas reflitam se não estão indo assistir ao filme já cheias de pré-conceitos e assim com ele permanecem, relutando para admitir que este foi bom.

Por fim, a nota que o filme merece é 8,5 de 10. Ainda, vale ressaltar que é importante cada um assistir ao filme para assim formar sua própria crítica.

Christian

Curso Direito, gosto de criar o caos opinando sobre política (Imposto é roubo), sou fã de quadrinhos em especial o Flash e é isso ai

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