CRÍTICA | ARQUEIRO VERDE #1

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[ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS]

Depois de um começo positivo, Ben Percy dá início ao primeiro arco dessa fase de ‘Arqueiro Verde. De cara a história começa com Arqueiro Verde e Canário Negro lutando contra os Homens do Subterrâneo, uma organização antiga que faz parte de uma rede de leilões de pessoas sem-teto em Seattle e age nas sombras. A dupla ainda conta com a ajuda de Emiko, a meia-irmã de Oliver filha de Shado e Robert Queen.

A primeira parte mostra-se divertida com as arte de Otto Schmidt. Percy explora o relacionamento do Arqueiro com Canário assim como o de Oliver e Emiko. Dinah não tem medo de expressar sua opinião para Oliver, confrontando os métodos do Arqueiro Esmeralda que tenta subornar a polícia e capangas do inimigo para que  os “encoraje a fazer o bem”.

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Ollie e Dinah

Oliver, querendo convencer Dinah – ou até a si mesmo – de que dinheiro pode sim comprar felicidade, faz uma “tour” em Seattle mostrando que os amparados pela benevolência das Indústrias Queen encontraram felicidade com a ajuda de Oliver. Não convencida, Dinah diz que não duvida de suas boas intenções, mas que fica surpresa por praticamente todos os relacionamentos de Ollie girarem em torno do dinheiro. É aí que ela pede um tempo para os dois conseguirem esclarecer melhor as coisas, inclusive o motivo de o container que carregava os sem-teto ser das Indústrias Queen.

Como já disse Oscar Wilde, “nenhuma boa ação fica impune” e talvez seja essa a maior lição que Oliver aprende nessa edição logo depois de confrontar o C.E.O de sua empresa procurando respostas para irregularidades. Todos aqueles projetos sociais não são suficientes para que o Arqueiro Verde possa cumprir sua missão. No entanto, talvez o único ponto negativo apareça depois que Oliver deixa a empresa: a mudança dramática e muito apressada que acontece quando Oliver deixa as Indústrias Queen.

A história torna-se ‘cinza’ (considerando o que veio ao seguir, torna-se compreensível) e em questão de segundos Oliver é atingido por várias flechas – no ombro, nos braços e nas pernas – por Shado que seguia ordens de quem Oliver via como uma figura paterna, Cyrus Broderick, o C.E.O das Industrias Queen. Sem chances de revidar e ferido, Oliver ainda tenta proteger a irmã Emiko que aparece, e então uma surpresa: Emiko dá o golpe final e acerta Oliver com uma flecha no peito, afirmando estar esperando por isso há muito tempo.

Com essa reviravolta surpreendente, Oliver Queen termina engolido por suas escolhas e Percy com sua narrativa envolvente deixa o leitor ansioso para o que vem depois nessa história que tem se mostrado comprometida com a qualidade e segue um caminho sólido para “Arqueiro Verde”  consolidar-se como um dos melhores títulos dessa nova fase da DC.

NOTA: 9 DE 10

A queda de Oliver Queen.
A queda de Oliver Queen.

 

 

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