AMERICAN GODS | Crítica 1.ª Temporada

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Provando que é possível fazer sucesso e ainda manter um estilo narrativo original, American Gods nos surpreende com uma primeira temporada quase perfeita. Aqui, nós acompanhamos a trajetória de Shadow Moon (Ricky Whittle) lidando com as coisas estranhas que acontecem ao seu redor, enquanto se envolve com o misterioso Wednesday (Ian McShane).

Um dos méritos da série é o de se manter fiel ao material original escrito por Neil Gaiman, mas ainda assim se manter autêntica. Exemplo disso é a apresentação dos novos deuses, que é feita de maneira primorosa e original, fazendo com que o público sinta um carisma por personagens que deveriam ser antagonistas (como a Mídia).

Aqui também existe espaço para críticas sociais, como aquelas feitas ao machismo, homofobia e racismo. Ela consegue encaixar essa conduta com a chegada dos antigos deuses na América, fazendo com que tais assuntos casem com a trama.

Isso também vale para a questão do roteiro. Todos os diálogos — inclusive os que envolvem as citadas críticas sociais — tem alguma função no andamento da narrativa. Tudo que acontece é aproveitável, dando para sentir que cada detalhe é importante de algum modo e que você não deve perder nada. Mesmo os episódios mais parados da temporada existem por algum motivo.

Nem precisamos falar das atuações, como a de Gillian Anderson nos entregando uma das melhores personagens da série, a querida Mídia; ou o já citado Ian McShane trazendo um anti-herói carismático que, mesmo tomando atitudes bem duvidosas, nos faz torcer por ele.

Em termos técnicos, a série é perfeita. Tem uma cinematografia impecável e uma inesquecível trilha sonora que, juntas, criam um trabalho de imersão incrível. É impossível não querer acreditar naquela história.

Eles também não fazem uso dos famosos Diálogos Expositivos. Não existe um esforço para que você entenda o que está acontecendo, mas te jogam pistas a todo momento, instigando que procure por respostas durante os episódios; coisa que séries como Westworld Mr. Robot fizeram muito bem.

Entregando um estilo narrativo original, ótimas atuações e um roteiro primoroso, American Gods se consagrou como uma das melhores séries desse primeiro semestre.

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