ALIEN: COVENANT

Nós não podemos negar que Alien: O Oitavo Passageiro é um dos maiores clássicos do cinema, e nos apresentou um dos ícones mais importantes do mesmo; O grotesco e assustador xenomorfo sedento por sangue. Mas, como sempre, Hollywood consegue sugar uma franquia até o seu último em busca de um pouco de lucro.

Alien: Covenant acontece logo depois de Prometheus, onde a tripulação de uma nave colonizadora recebe uma mensagem estranha e decide ir dar uma olhada no planeta desconhecido do qual ela está vindo.

Só pela sinopse, já da para ter uma boa noção da burrice dos personagens, e não existe nem um esforço dentro do filme para fazer com que essa decisão se torne cabível.

E ele está recheado de momentos assim, claro que já era esperado, mas existem situações que são tão absurdas que incomodam quem está assistindo. “Espera, eles não foram treinados para esse tipo de coisa?”

O primeiro ato do filme é dedicado para que o telespectador conheça os personagens e, eventualmente, se apague a eles; O que não dá muito certo. Toda a tripulação da Covenant é enfadonha, e os diálogos que deveriam ser usados para dar profundidade aos personagens, são estúpidos e artificiais.

O roteiro é muito problemático, não consegue te manter engajado na história e muito menos com medo. — aliás, o terror é quase inexistente aqui, existem boas cenas de susto, mas que vem acompanhadas de decisões idiotas de roteiro, te deixando com um gosto ruim na boca.

 

 

 

Todos os elementos clássicos da franquia estão presentes, não podemos dizer que esse não é um filme do Alien. É quase como se quisessem que o público se apegasse pelo sentimento de nostalgia, mas não dá certo. Talvez, para os fãs mais árduos, o filme funcione melhor.

Além de tudo isso, Alien: Covenant é desnecessário e vazio. Nem tudo precisa de uma prequel, mas se for fazer uma, que seja ao menos digerível.

Em conclusão. não posso dizer que é de todo ruim, possui cenas boas e que talvez agradem que já é fã de longa data. Mas é impossível não reparar nesses pequenos erros, que deixam para nós uma obra fraca, sem sentido e esquecível.

Milena Matias

Estudante de jornalismo, 19 anos e com um amor enorme por video-games. Séries e cinema são os segundos amores da minha vida.

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