Curiosidades
605Visualizações 1Comentário

MONSTRO DO PÂNTANO | Um Elemental da Terra do Universo DC Comics !

Poron Fevereiro 18, 2017
 

Origem

O Monstro do Pântano apareceu primeiramente na revista Casa dos Segredos #92 (Junho-Julho 1971), com o nome Alex Olsen.

No começo do século XX, o cientista Alex Olsen é vítima de uma explosão em seu laboratório planejada por seu colega de trabalho, Damian Ridge, que pretendia matá-lo de modo que pudesse ganhar a mão da esposa de Olsen, Linda.

Alex Olsen é transformado pelos produtos químicos e pelas plantas dentro do pântano em um monstro disforme que volta para matar Damian Ridge antes que este possa matar Linda.

Incapaz de revelar a Linda sua verdadeira identidade, o Monstro do Pântano volta tristemente para as profundezas de sua nova morada.

Essa devia ser uma história isolada (uma one-shot).

House of Secrets vol.1 #92

 

Após o sucesso dessa história na Casa dos Segredos, pediram para os criadores originais que escrevessem uma série contínua, mas atualizassem o personagem para o presente e que parecesse mais heroico.

O Monstro do Pântano nº1 (1ª série, Outubro-Novembro 1972, por Wein e por Wrightson) estreou, trazendo a nova origem do personagem.

Swamp Thing vol.01 #01

 

O cientista Alec Holland, trabalhando em uma fórmula restaurativa secreta nos pântanos da Louisiana que poderia “fazer florestas brotar dos desertos”, é morto por uma bomba plantada por agentes do misterioso Senhor E, que quer a fórmula. Coberto com os produtos químicos em chamas, Holland foge do laboratório e cai nas águas do pântano. Algumas horas mais tarde, uma criatura que assemelha-se a uma planta humanoide aparece.

Muitas de suas histórias na antiga fase da revista envolviam o Monstro do Pântano buscando uma maneira de tornar-se outra vez humano.

A principal diferença entre o primeiro e o segundo Monstro do Pântano, é que o último parece mais musculoso do que disforme, além de possuir a habilidade de falar. A impossibilidade de falar de Alex Olsen é o principal motivo pelo qual sua esposa era incapaz de o reconhecer.

As séries do Monstro do Pântano

As revistas do Monstro do Pântano são consideradas um dos maiores marcos na história dos quadrinhos americanos, especialmente durante a época em que foi escrita por Alan Moore. Houve quatro séries no total, incluindo diversos especiais. Muitos dos melhores escritores na indústria começaram trabalhando com o personagem ou em Hellblazer (que, antes de ser uma revista independente, era parte da Monstro do Pântano).

Primeira série

O criador Len Wein em 2005 com um fã fantasiado de Monstro do Pântano

A primeira série foi de 1972 a 1976, totalizando 24 edições. Nela o Monstro do Pântano enfrenta o mal ao seu redor, enquanto procurava um meio de reconquistar sua humanidade e encontrando ocasionalmente o Dr. Anton Arcane.

Este Arcane era seu antagonista tradicional e foi morto diversas vezes, retornando com diferentes formas durante o passar da série (incluindo um velho, uma criatura semelhante a um zumbi, um híbrido robô-aranha-humano e um homem religioso). Os figurantes incluiam Mathew Cable, que perseguiu o Monstro do Pântano nas primeiras edições e que acreditava que ele fosse o assassino de Linda Holland (a esposa de Alec, que na verdade foi morta por um capanga do senhor E), e Abigail/Abby Arcane, a sobrinha do doutor que tinha o cabelo prateado com uma mecha negra.

Quando as vendas começaram a cair no fim da série, os escritores tentaram reviver o interesse introduzindo estrangeiros, fantasia, alienígenas, e mesmo um irmão e uma cunhada de Alec Holland nas histórias.

A aparição da família de Holland no fim da série marcou essas edições como as mais inábeis. A edição 23 trazia um super-ser chamado Sabre, matando o Monstro do Pântano. O último quadro mostrava Alec Holland inexplicavelmente de volta a forma humana, e seu irmão gritando “Alec Holland vive novamente!”.

Embora o Monstro do Pântano estivesse na capa da última revista dessa série, Holland aparecia como ser humano durante toda a história, na qual ele e seu irmão perseguiam uma criatura chamada Thrudvang.

Com o advento da segunda série, todos esses últimos eventos foram ignorados e banidos da continuidade.

 

Segunda série

Em maio 1982, a DC Comics retomou a série do Monstro do Pântano após o sucesso razoável do filme de mesmo nome dirigido por Wes Craven (diretor entre outros de Pânico e da série A Hora do Pesadelo).

A revista (rebatizada como Saga do Monstro do Pântano) ignorou a reversão do Monstro à forma humana, e continuou o a linha de situações super-heroicas e sua inabilidade em encontrar uma cura.

 

O primeiro arco de histórias, escrito por Martin Pasko, levou o Monstro do Pântano a viajar a muitos lugares exóticos, sendo possuído por demônios, e impedindo que a jovem bruxa Karen Clancy destrua o mundo. Na edição 16, os artistas foram substituídos por Stephen Bissette e John Totleben, dois dos três desenhistas que trabalhariam mais tarde na fase escrita por Moore.

De acordo com ambos (Bissette e Totleben), eles tentaram contribuir com idéias de histórias para o título, mas Pasko não os ouvia. Nessa época, o Monstro ao pântano, encontrando-se com Mathew Cable e Abby, que era agora esposa de Cable.

Cable se revela um alcoólatra que obteve a habilidade de controlar seres demoníacos, e Anton Arcane retorna como uma espécie de aranha-robô para enfrentar Alec Holland.

 

 

Para quem só conhece a passagem do inglês Alan Moore pelo cultuado personagem na década de 80, ter em mãos as primeiras histórias do Monstro é uma oportunidade rara. Dividida em dois volumes, Clássicos DC – As Raízes do Monstro do Pântano, publicou os doze primeiros números de Swamp Thing, completando todas as histórias escritas por Len Wein, o criador do personagem junto com o gênio do terror Bernie Wrightson na arte.

De bônus, Clássicos DC ainda trouxe a primeira história criada pela dupla com o personagem, publicada na revista House of Secrets nº92, de 1971.

Originalmente, essa seria uma história única, mas o sucesso da edição levou a DC a fazer uma proposta para Wein e Wrightson de criar uma série mensal com o personagem. Em 1972 a dupla criou uma nova versão de sua antiga história e apresentou ao público Alec Holland, um cientista que depois de sofrer um atentado, mergulha no pântano próximo de seu laboratório com o corpo em chamas, coberto por uma fórmula bio-restauradora em que estava trabalhando. De forma inesperada, os efeitos da fórmula transformam Holland em um monstro de plantas e lodo, que parte em busca de vingança contra as pessoas que destruíram sua vida. Anos depois, Alan Moore mudou tudo o que se sabia a respeito do personagem.

De qualquer forma, “Clássicos DC – As Raízes do Monstro do Pântano” é uma grande pedida para todos que gostam do personagem e curtem boas histórias de terror.

 

A fase Alan Moore

Na edição 20, o escritor inglês Alan Moore assumiu o lugar de Martin Pasko. Relativamente desconhecido até então, Moore só havia escrito várias histórias para a 2000 A.D. e para a Marvel UK, como o Monstro do Pântano estava a beira do cancelamento, os editores estavam dispostos a correr qualquer risco que Moore pudesse representar.

A grande sacada de Alan Moore pra reformular o personagem, foi começar “matando” o Monstro do Pântano logo de cara em sua estreia no título. Em “Lição de Anatomia”, um antigo vilão da DC: O “Homem-Florônico” (Dr. Jason Woodrue) faz uma autópsia no Monstro do Pântano (após este ter sido baleado e morto) e descobre que ele não era um cientista transformado em um monstro: e sim uma planta (!) que adquiriu a consciência e memórias de um homem morto (tornando-se um Elemental). Falando assim, até parece bobagem, mas a narrativa é tão densa e intrigante e todos os personagens estão tão bem desenvolvidos que é incontestável o fato de estarmos diante de uma verdadeira obra-prima dos quadrinhos !!!

O “risco” que Moore correu foi o de destruir e reconstruir todo o conceito do personagem. Na revista nº 20 o Monstro do Pântano leva um tiro na cabeça e é capturado por homens da corporação Sunderland. Na edição 21, na já lendária história Lição de Anatomia, seu corpo foi entregado ao vilão menor Jason Woodrue, que tinha sido empregado por Sunderland para executar uma autópsia.

Durante a autópsia, Woodrue descobriu que a fisiologia do Monstro do Pântano era somente superficialmente humana: seus órgãos eram pouco mais do que imitações cruas e não-funcionais de suas contrapartes humanas, e que não havia nenhuma maneira de o corpo do Monstro do Pântano ter-se originado de um corpo humano. Isso significa que o Monstro não era Alec Holland, apesar de pensar assim: Holland tinha, na vegetação do pântano, e a vegetação do pântano tinha absorvido a fórmula, sua mente, conhecimento, memórias, e habilidades. Alec Holland não se curara, porque não havia o que curar. Woodrue concluiu também que, apesar da autópsia, o Monstro do Pântano estava ainda vivo, já que “você não pode matar um vegetal disparando na sua cabeça”.

Com isso, Moore redefiniu o Monstro do Pântano como uma “planta *elemental”, o que deixou o personagem aberto a interpretações muito mais amplas, dando-lhe a habilidade de controlar plantas e de viajar através do “verde”.

Durante a era Moore, o Monstro do Pântano ficou catatônico em decorrência do choque de mergulhar-se profundamente no “verde”, uma dimensão que conecta toda a vida vegetal. Woodrue ficou insano após tentar se conectar ao Verde através do Monstro do Pântano, e Abby teve que revivê-lo a fim de deter Woodrue, depois que este matou uma vila inteira. Retornou aos pântanos (cuja localização se revelou ser a Louisiana), onde encontrou Jason Blood, o dêmonio Etrigan, e em seguida deu um enterro final para Alec Holland.

Matthew Cable, ferido gravemente no arco de história anterior, revelou-se possuído por Anton Arcane, e Abby havia tido um relacionamento incestuoso com ele sem saber. Depois de uma luta contra Cable, este entrou em coma, e a alma de Abby foi enviada ao inferno, mas em uma edição baseada no inferno de Dante, o Monstro do Pântano procurou por Abigail, encontrando personagens tais como o Espectro no caminho, e finalmente a salvando.

Pouco depois disso o arco de histórias American Gothic, que introduziu o personagem John Constantine (mais tarde a estrela de sua própria revista), onde o Monstro do Pântano teve que viajar a diversas partes de América, encontrando diversos monstros do horror clássico, incluindo lobisomens e zumbis, mas modernizados levando em conta as edições atuais. Esse arco de histórias terminou com um Crossover com a mega-série da DC Crise nas Infinitas Terras. Nela também apareceu pela primeira vez o Parlamento das Árvores, que era onde os outros Elementais como ele descansavam depois que seus dias sobre a Terra terminavam, e aqui Moore resolveu o problema de continuidade da primeiro e segundo Monstro do Pântano – o primeiro Monstro do Pântano, Alex Olsen, era parte do Parlamento.

Na sequência a estes fatos, o Monstro do Pântano foi emboscado e sua alma enviada ao espaço. Viajou a diversos planetas antes de retornar para casa no momento mais conveniente a sua vingança.

O que Moore produziu na revista Monstro do Pântano teve um efeito profundo na linha principal de quadrinhos da DC – foi a primeira HQ de “horror” da DC a reaproximar o gênero à orientação para adultos desde os anos 50; e iniciou a ascensão da linha Vertigo de quadrinhos maduros, que foram escritas com os adultos em mente. Saga do Monstro do Pântano foi a primeira série popularizada de quadrinhos a abandonar completamente a autoridade do Comics Code Authority e a escrever diretamente para adultos.

A Saga do Monstro do Pântano, série em 6 Partes publicada pela Panini no Brasil

 

O lançamento da fase de Alan Moore no Monstro do Pântano, no Brasil, era algo muito esperado pelos fãs (do personagem e do autor), pois esta longa sequência de histórias nunca teve o tratamento adequado e/ou continuado por aqui.

“A Saga do Monstro do Pântano” no Brasil foi uma coleção em 6 Volumes trazendo todo o material escrito por Alan Moore (nos anos 80) e que revolucionou tanto o personagem quanto os quadrinhos em geral (devido à abordagem adulta das histórias – algo inovador pra época: onde os gibis ainda eram tratados como “coisas de criança”). Para termos uma ideia, esta fase do Monstro foi um dos pilares pra criação do selo adulto Vertigo (junto com Sandman).

O lançamento aconteceu em papel pisa-brite, capa-cartonada, distribuição nacional (inicialmente para as livrarias e depois para as bancas) e contendo as edições Nº 20-27 da série original (que foi quando o Moore começou a escrever).

É importante ressaltar: não existe aqui a necessidade de leitura prévia de outras histórias do Monstro do Pântano, pois a fase de Alan Moore foi concebida pra ser uma espécie de “recomeço” para o personagem. Inclusive, ela foi indicada como o ponto de partida ideal para novos leitores. Assim, quem perdeu o encadernado “Raízes” com as primeiras histórias do Monstro do Pântano (escritas por Len Wein) pode começar a ler por esta nova coleção mesmo.

 

Monstro do Pântano
Publicação formatinho Editora Abril

No Brasil, esta série sempre foi um martírio para os colecionadores, tendo se espalhado por diversas revistas e formatos variados (ou em coleções descontinuadas). Começou em formatinho pela Abril (com texto retalhado) em histórias publicadas nas revistas “Novos Titãs”, “Superamigos”, “Super Powers” e “Monstro do Pântano” (capa acima – que começou em formatinho e passou pra formato americano). Depois, teve encadernados em P&B pela Brainstore (que foram descontinuados) e a luxuosa edição em capa-dura da Pixel com este 1º arco em papel couché e que infelizmente ficou apenas na 1º edição.

A Panini só errou feio na escolha do papel (o mesmo das mensais) gerando revolta entre os leitores. A confusão poderia ter sido evitada se houvesse o bom senso de se optar por um papel melhor (LWC). Por outro lado, a reação explosiva não deixa de ser curiosa, já que no caso de “MP – Raízes” e “Hellblazer – Origens” (ambas em pisa-brite) não houve a mesma indignação popular e ameaças de boicote (muito pelo contrário: as 2 foram sucesso de crítica e vendas). Agora resta a cada um pesar os prós e contras e decidir entre: comprar o material agora ou esperar uma (incerta) republicação num papel melhor.

 

Rick Veitch

Moore escreveu a série durante 45 edições e foi substituído por Rick Veitch (de quem Moore é admirador confesso), que continuou a história num estilo similar por mais 24 edições.

Hellblazer começou a ser publicado então, e as duas séries tiveram vários crossovers.

Na era Veitch, o Parlamento das Árvores, acreditando que o Monstro do Pântano havia morrido, criou um Broto (um ser capaz de se tornar um novo monstro do pântano, se encontrar um corpo em condições adequadas) para substituí-lo. Quando o Parlamento descobriu que ele ainda estava vivo, deu-lhe a escolha de destruir o novo Broto ou abandonar a Terra para se juntar aos outros parlamentares, já que dois elementais não podiam coexistir sem terríveis consequências. Não disposto a sacrificar uma vida inocente, o Monstro do Pântano contornou a situação tornando o Broto seu próprio filho, engravidando Abby para isso, usando o corpo de John Constantine (esta série recebeu o nome de O Celestial e o Profano). A publicação no Brasil foi interrompida nesse ponto. Mais tarde, durante um evento chamado Invasão, o Monstro do Pântano foi jogado no passado, e atravessou o tempo para retornar ao presente.

Monstro do Pântano – O Celestial e o Profano

 

As idéias de Rick eram muito boas, com uma enorme história – o arco de Swamp Thing sendo jogado de volta no tempo e aparecendo em vários momentos históricos em seu caminho de volta para os dias atuais na edição 91. Exceto que a história nunca foi concluída . A edição 88 que foi o problema, como Veitch tinha planejado mostrar Swamp Thing aparecendo como um copeiro que oferece a água para Jesus quando o mesmo está morrendo na cruz, a história, embora inicialmente aprovada, foi posteriormente rejeitada pela DC e a questão foi cancelada no último momento. Esse é mais um daqueles quadrinhos que nunca veremos a impressão.

 

 

A Era Veitch terminou em uma disputa criativa, quando a DC recusou-se a publicar a edição 88 por causa do uso de Jesus como um personagem devido às controvérsias que se levantaram na época pelo filme de Martin Scorsese “A Última Tentação de Cristo”, apesar de ter aprovado o script previamente. O desenhista Michael Zulli já tinha terminado parcialmente a arte. Essa atitude repugnou Veitch que abandonou imediatamente o roteiro, já que essa edição deveria ser sua última. Os escritores Neil Gaiman e Jamie Delano, que foram escalados originalmente para serem os escritores seguintes, declinaram educadamente o convite, em atitude de apoio a Veitch.

 

Doug Wheeler

Doug Wheeler escreveu as edições 88-109, sob o ressentimento dos fãs, embora tivesse escrito o encontro entre Jesus e o Monstro do Pântano na edição 88.

 

Wheeler teve a tarefa infeliz da escrever sob a sombra de Moore e de Veitch, e também de Neil Gaiman, que tinha acabado de escrever “Monstro do Pântano Anual” e uma mini-série da Orquídea Negra (na qual o Monstro do Pântano apareceu).

 

Ele escreveu boas histórias, mas eram visivelmente inferiores as dos três autores. Não ajudou o fato de que estava acompanhado pelo desenhista Pat Broderick, cuja arte-final brilhante e limpa trabalhou mal em um título de horror. Ironicamente, sua época teve algumas das melhores capas da série, ilustradas por John Totleben. O arco de histórias principal dessa fase se desenvolve em torno do nascimento do Broto, que o Monstro e Abby chamaram de Tefé Holland.

 

Nancy A. Collins

A escritora de terror Nancy A. Collins assumiu o roteiro em 1991, escrevendo aproximadamente 28 edições.

Escreveu suas histórias com mais foco na fantasia e nos mitos. Introduziu a personagem Lady Jane que se tornou bastante popular, “amarrando” diversas pontas que ficaram soltas durante a era de Moore (que envolviam na maior parte Anton Arcane), e novamente a série ganhou o interesse dos fãs outra vez. O Monstro do Pântano passou a fazer parte oficialmente da linha Vertigo na edição 129.

 

Mark Millar

Mark Millar, na época pouco conhecido nos Estados Unidos, assumiu o título em seguida.Seu primeiro arco de histórias de quatro edições foi co-escrito por Grant Morrison.

Mostra um Alec Holland que acorda “de um sonho”. Embora fosse explicado mais tarde como o Monstro do Pântano se tornou humano, o choque desse início elevou o interesse dos leitores.

A maior parte da fase de Millar é dividida em diversos arcos menores, nos quais o Monstro do Pântano primeiramente aprende sobre a existência de vários outros Parlamentos de outras espécies de elementais, e se torna em seguida o campeão deles.

Em ordem, estes são: pedra, ondas, vapor e fogo. Nas seis últimas revistas, num final apropriado à série inteira, o Monstro do Pântano já é algo muito além da humanidade, praticamente se transformando em um deus que quer livrar o mundo da praga humana para que os outros elementos possam sobreviver.

Esta sequência culmina com o Monstro do Pântano transformando-se um elemental planetário, o elemental da própria Terra, e juntando-se ao Parlamento dos Mundos. Foi a mudança mais significativa feita ao Monstro do Pântano desde a reinterpretação de Moore do personagem.

A fase de Millar era mais próxima da de Moore e de Veitch do que de seus predecessores imediatos, especialmente em seu uso de estrelas convidadas do universo DC mais tradicionais. Uma de suas realizações inclui a reintrodução de Anton Arcane, ressuscitado e convertido em um devoto fervoroso, levantando a pergunta de se o mal poderia ter mudado após tudo.

 

Terceira série

Escrita por Brian K. Vaughan e desenhada por Giuseppe Camuncoli em 2000-2002, a terceira série focalizou-se na filha do Monstro do Pântano, Tefé Holland.

Mesmo que cronologicamente ela devesse ter 13 anos, os eventos que ocorreram na fase precedente fizeram com que aparecesse como uma adolescente. Devido às circunstâncias de como foi concebida (o Monstro do Pântano, possuindo John Constantine, não estava ciente de que ele recebeu uma transfusão de sangue de um demônio), ela manteve o poder tanto sobre plantas quanto sobre a carne.

Enquanto a idéia de uma protagonista adolescente era original, a série em sí foi decepcionante, cometendo diversos erros graves de continuidade (a onipotência do Monstro do Pântano nunca foi mencionada) e contendo personagens (como um samurai vegetal chamado Kudzu) menos importantes do que redundantes.

O script brilhou em determinados momentos, tais como um encontro entre Tefé Holland e John Constantine, e Vaughan escreveria mais tarde quadrinhos de qualidade superior como “Y: the last man” e “Ex Machina”.

A história de Tefé foi interrompida na edição 20, na qual após comer da árvore do conhecimento viu duas visões de futuros possíveis, e escolheu não seguir nenhuma delas.

 

Quarta série

A quarta série começou em 2004, com os escritores revezando-se entre Andy Diggle, Will Pfeifer e Joshua Dysart.

Na série atual, Tefé Holland e o Monstro do Pântano revertem a sua forma de monstro de material vegetal após o primeiro arco de histórias, e está trabalhando para recuperar seus poderes sobre as plantas.

  

 

Quinta série 

Após o relançamento da DC, Alec Holland acorda em um pântano com sua ultima memória sendo sua morte. Ele começa a ter memórias de uma vida que nunca teve como O Monstro do Pântano e tenta ignorar isso, até o chamado do Verde se tornar muito forte.

Ele descobre que deveria ter se tornado o mais poderoso Monstro do Pântano, porém não pode se unir ao Verde e as memórias que ele tem são de um Monstro do Pântano que não tinha um núcleo humano. Alec passa a ser perseguido pelo “The Rot”, entidade da morte e podridão que tenta acabar com O Verde e O Vermelho.

Após guerreiros a comando do “The Rot” fatalmente atacarem Alec, ele, com a ajuda do Parlamento das Árvores, finalmente se torna completamente o Monstro do Pântano – tornando-se o guerreiro elemental que sempre deveria ser.

Os Novos 52 – Nova série respeitará mitologia

O Monstro do Pântano voltou a fazer parte do universo de heróis DC Comics recentemente, ao final da saga O Dia Mais Claro. Após quase vinte anos relegado ao selo Vertigo, o personagem agora interage com Superman, Batman e cia. – e vai enraizar sua nova condição em uma série mensal que estará entre os 52 títulos do relançamento da DC Comics.

Além dos anos de ausência, o ser pantanoso é fortemente marcado pelo (insuperável) toque de Alan Moore nos anos 80, que deu tons mais macabros e literários às histórias. Desde então, houve várias tentativas de manter o personagem relevante, inclusive com dois relançamentos de sua série Vertigo nas últimas décadas – ambos sem sucesso. Com tudo isso, a cobrança para cima do escritor Scott Snyder, que cuidou da nova série, é considerável.

Em entrevistas ao Newsarama e ao blog The Source, Snyder disse na época que sua estratégia é reconhecer tudo que veio antes. Ou seja, inclusive a cronologia Vertigo seria considerada na nova fase no Universo DC tradicional.

“Quero fazer alguma coisa com o Monstro do Pântano que não tenha sido feito por Alan Moore nem por ninguém que tenha vindo depois. Vou tomar um rumo que vai ser muito, muito diferente, mas que também fará jus a todas as histórias que vieram antes”, disse o escritor.

Uma das novidades da nova série, é que Alec Holland, o “alter ego” do Monstro, está de volta, como ser humano. O conflito principal da série está no fato do Verde, o mundo da natureza do qual o Monstro faz parte, não querer que ele deixe de ser o elemental. “Se você pensar bem, Alec só apareceu até hoje numas dez páginas de quadrinhos, se isso? Com tudo que já tivemos do Monstro do Pântano, Alec em si ainda nos é um mistério”, complementou Snyder.

O canadense Yannick Paquette e o espanhol Francesco Francavilla se revezaram nos desenhos da série, que estreiou junto ao relançamento total do Universo DC em outubro de 2011.

 

Sexta série 

DC Comics começou 2016 com o pé direito. No dia 6 de janeiro saiu a nova Swamp Thing, com a volta do roteirista Len Wein ao Monstro do Pântano, personagem que ele ajudou a criar com o desenhista Berni Wrightson em 1971.

“O Monstro do Pântano recebe um aviso ameaçador, e agora se encontra sob ataque de forças de magia negra. Esses são mais do que só mero monstros, e algo muito pior espreita no horizonte de Alec Holland”, diz o resumo da DC.

Kelley Jones desenha a HQ, que a editora descreveu como uma minissérie em julho, durante a Comic-Con, e agora é tratada como uma nova série.

O título serviu para reintroduzir Swamp Thing à linha da DC depois que a série principal terminou, no começo de 2015.

 

Poderes e habilidades

O Monstro do Pântano teve seus poderes variando de acordo com a fase que foi escrito.

Na época de Len Wein e Bernie Wrightson, o Monstro tinha apenas força sobre-humana e regeneração, e tinha habilidades científicas devido a mente de Alec Holland.

Na fase de Alan Moore, quando o Monstro descobriu ser um elemental da terra, adicionou-se um vasto controle sobre a forma vegetal. Ele pode mentalmente mover ou crescer plantas, animar madeira talhada ou morta, etc. Este poder era tamanho que ele conseguiu transformar Gotham City numa floresta. Seu corpo vegetal também lhe confere propriedades únicas.

Ele pode abandonar seu corpo e fazer sua consciência viajar através do plano elemental conhecido como o Verde (uma forma de projeção astral), e renascer em um novo local, formando um novo corpo a partir das plantas do lugar. Esta habilidade também confere habilidades únicas baseadas no tipo de vegetação nativa. Ex: Se ele renasce em um deserto, ele poderia formar um corpo a partir de cactus, tendo espinhos pelo corpo. Ele pode fazer crescer flores em seu corpo, para atrair, com o pólen, um enxame de insetos.

Ele pode criar tubérculos em seu corpo que tem propriedades alucinógenas. Ele também pode transferir sua consciência para corpos humanos, vivos ou mortos. O Monstro pode entrar em comunhão com o Verde, de modo que pode perguntar a consciência coletiva da vida vegetal no planeta onde estão indivíduos ou objetos específicos. Ele pode alterar seu próprio tamanho, ficando gigantesco, esticar membros, ou criar clones de si que não tomam decisões sozinhos. Como um vegetal, ele consegue realizar fotossíntese.

Como seu corpo é feito de matéria vegetal consciente, ele pode sustentar a si mesmo através de fotossíntese e compostagem. Possui super-força, que pode ser aumentada a níveis incalculáveis quando poder adicional é oferecido a ele pelo “Verde”.

O Monstro do Pântano pode controlar qualquer tipo de planta e matéria vegetal. Através deste poder, ele se conecta com a essência da Terra e ganha diversas outras habilidades: pode criar cópias de si mesmo, criar um cérebro gigante que aumenta seu intelecto, criar ilusões com um tubérculo que cria com seu corpo e, teoricamente, é imortal, já que sua consciência pode ser passada para qualquer pequena planta na Terra.

 

Equipes

O Monstro do Pântano original nunca realmente fez parte de uma equipe no universo DC (até os Novos 52). Porém ele fez parte do Parlamento das Arvores, um local onde outros Elementais descansam.

Ele também tem uma “amizade” com John Constantine, que vez ou outra aparece em suas histórias e ambos lutam juntos.

Nos Novos 52, ele faz parte da Liga da Justiça Sombria.

 

Inimigos

Um dos maiores inimigos do Monstro do Pântano é Anton Arcane, um depravado e hostil mago que quer alcançar a imortalidade.

Contudo, ele descobre que a única forma de alcançar a imortalidade real é através do “Verde” e do Monstro do Pântano.

O maligno bruxo foi banido para o Inferno e voltou em histórias seguintes como um demônio.

 

Televisão e cinema

O Monstro do Pântano teve uma série de TV entre 1990 e 93, um desenho animado em 91 e teve aparições em Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites.

Foram também criados alguns itens para o merchandising das séries de TV e animação, incluindo adesivos, um jogo de tabuleiro, e um giz de cera verde no formato do Monstro.

Um filme, dirigido por Wes Craven (A Hora do Pesadelo), sobre o personagem foi feito em 1982 – com tudo o que os filmes dos anos 80 tinham de melhor/pior. “O Monstro do Pântano” teve uma sequência, “O retorno do Monstro do Pântano” e ambos não são nada bem aceitos pelos fãs dos quadrinhos e crítica. Os fãs frequentemente consideram estas versões inferiores em termos de qualidade e criatividade, comparados a reinterpretação de Alan Moore. Adaptações de história em quadrinhos para outras mídias geralmente são mal sucedidas em termos de qualidade apesar de lucrativas.

Agora o Monstro do Pântano está no filme animado da “Liga da Justiça Sombria” e, caso a DC ainda planeje fazer um filme em live-action sobre a equipe, é bem possível que ele também apareça novamente por lá.

 

Personagens relacionados

A Marvel Comics, rival da DC, teve um personagem impressionantemente parecido com o Monstro do Pântano – e criado pouco tempo antes dele – nos anos 70 chamado de Homem-Coisa, também chamado de Coisa Humana (Man-Thing no original). Devido às estreias muito próximas de cada personagem, é improvável que qualquer um fosse plagiado do outro – em uma entrevista o roteirista do Homem-Coisa Steve Gerber comentou que Len Wein (criador do Monstro do Pântano) e Gerry Conway (criador do Homem-Coisa) foram companheiros de quarto, e lançaram simultaneamente personagens similares por coincidência. Conway trabalhara na Marvel em 1975 e voltou para essa companhia como Editor-Chefe em 1976, depois que Wein havia deixado o mesmo cargo. Gerber pediu mais tarde a Wein que descrevesse a premissa do Monstro do Pântano, e reescreveu o Homem-Coisa para ser tão diferente da criação de Wein quanto fosse possível. A pouco tempo estreou um filme do Homem-Coisa.

O precursor mais conhecido de ambos os personagens foi o monstro vegetal conhecido como The Heap, cuja primeira aparição foi numa revista da Editora Hillman em 1942. Mas mesmo esse personagem pode dever sua existência a uma história anterior – de 1940 – escrita por Theodore Sturgeon intitulada It, em que um monstro feito de vida vegetal deteriorada e de um cadáver humano, cría pânico em uma fazenda. The Heap foi mencionado por Alan Moore em sua introdução do Parlamento das Árvores, ainda que não pelo nome.

 

GUIA DE LEITURA

(Via HQ Ultimate)

 

**Informações dos sites abaixo

Wikipedia

Legião dos heróis

Submundo-hq

Popground

Quadrimobi

Forbidden Planet

Omelete

Planeta Marvel DC

  • Kleber Santos

    Eu realmente curto a personagem, entretanto é um desafio acompanhar suas estórias aqui em terras tupiniquim. Mesmo os encadernados lançados recentemente chegam a ter um hiato de dúzias de edições, o que mantém o “clima” são as cores de Tatjana Wood nas fases de roteiros mais “simplórios”. Agora o que eu gostaria de saber é: a edição de n° 40 é a última da fase novos 52? E nessa fase rebirth, o monstro está envolvido? E por favor panini continuem com o material Raízes-Clássicos DC Já que na re-gênese vcs me deixaram na mão, e por sorte, só conseguindo ler a continuação deste encadernado na Hellblazer – origens vol. 2 triangulos infernais.