Fuller House – Crítica 2.ª Temporada

Confesso que comecei a ver Fuller House sem pretensão nenhuma de gostar. Eles pegaram a premissa da série original e simplesmente trocaram os gêneros, colocando D.J Tanner (Candace Cameron Bure) como viúva e mãe de três meninos, Jackson (Michael Campion) , Max (Elias Harger) e Tommy (Dashiell e Fox Messitt) e trocando os papeis de Jesse (John Stamos) e Joey (Dave Coulier) por Stephanie (Jodie Sweetin) e Kimmy (Andrea Barber).

Mas essa segunda temporada consegue encontrar o tom certo, sem deixar com que seus personagens se transformem em cosplays dos anteriores. Na verdade, boa parte da trama só convence graças ao novo elenco.

As crianças funcionam muito bem, principalmente Max, que mostrou ser um dos melhores personagens e Ramona, que consegue ser a filha de Kimmy Gibbler sem tornar-se uma cópia da mãe.

D.J convence como a mãe preocupada que tenta encontrar a si mesma, e Stephanie e Kimmy dão um ótimo contraste para esse comportamento. Fernando, que era uma das piores coisas da primeira temporada, conseguiu se redimir fazendo sua presença valer a pena e ainda arrancar muitas risadas.

As vezes, ao assistir, senti uma sensação estranha referente as situações apresentadas; Por vezes me peguei pensando  como aquilo funcionaria na vida real. E percebi que comédias modernas tinham me acostumado mal.

Aquilo não tinha intenção de retratar a realidade, e sim ser engraçado e dar lições bonitas no fim dos episódios (como o original costumava fazer). Eu estava cobrando algo que o programa nunca se comprometeu em me mostrar

Mesmo sendo datadas, boa parte das piadas funcionam e trazem uma sensação de conforto Ei, eu já estive aqui antes e estou gostando disso. 

A série também acerta ao diminuir as aparições especiais, deixando-as mais “ocasionais”. Ei, é natal é claro que todo mundo vai ficar junto.

Claro que está longe de ser perfeita, esse sentimento de fantasia as vezes atrapalha ritmo do humor e a volta do plot amoroso de D.J também deixa a experiência menos prazerosa.

Se fosse melhor trabalhado, talvez funcionasse. Boa parte do “romance” com Steve fora banhado em nostalgia, falhando onde a série tinha acertado diminuindo as aparições especiais.

Fuller House tem um humor datado e continua na sua zona de conforto, porém, tem uma comédia funcional e personagens maravilhosos.

NOTA: 7,5


%d blogueiros gostam disto: